Wander Roberto/COB
Wander Roberto/COB

Vamos dizer 'amém'

Vou me inspirar na frase do Italo Ferreira, do surfe:'Diz amém que o ouro vem'

Giovane Gávio, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2021 | 05h00

Entramos na semana decisiva dos Jogos de Tóquio com o vôlei forte, apesar da eliminação de Ágatha e Duda no vôlei de praia. Na quadra, parece que a seleção brasileira masculina corrigiu o curso, melhorou nas viradas de bola, que foi um problema no início do torneio, e encontrou um padrão melhor de jogo, como era esperado. Veio a recuperação da derrota para a Rússia com boas e importantes vitórias sobre EUA e França.

E contra a França... Que jogo! Teste para cardíaco, um 3 a 2 histórico, um jogo que somou 249 pontos, recorde da história olímpica. Ninguém esperava facilidade, estávamos numa chave muito dura e passamos evoluindo. Agora vamos enfrentar o anfitrião Japão. É vencer ou ir para casa. Continuo acreditando no tetra olímpico.

No feminino, temos esperança de recuperação de Macris e tivemos menos sustos em quadra. As meninas estão mantendo um jogo mais regular, mais equilibrado, jogando bem durante toda a competição, vão fechar a fase de classificação contra o Quênia apenas para cumprir tabela e confirmar o primeiro lugar da chave.

Ainda não sabemos quem serão as rivais das quartas, pode vir Rússia, Estados Unidos, Turquia... Certo é que não será a China, nossa algoz em 2016 e atual campeã olímpica, que foi eliminada. Vem ‘chumbo grosso’ e, venha quem vier, vejo nossa seleção feminina forte, crescendo jogo a jogo e pronta para brigar pelo pódio.

No vôlei de praia, após uma primeira fase não muito boa, Ana Patrícia e Rebecca tiveram ótima atuação para derrotar Fan Wang e Xia Zinyi (China), que estavam invictas. Nas quartas, as brasileiras vão enfrentar as suíças Vergé-Dépré e Heidrich e, vencendo, garantem a disputa de medalha.

Já Ágatha e Duda se despediram ao perderem no tie-break para Laura Ludwig e Margareta Kozuch (Alemanha). O confronto foi o reencontro de Ágatha, prata no Rio-2016, e Ludwig, ouro no Brasil há cinco anos. Fico com a declaração de Ágatha para amenizar a tristeza da eliminação em Tóquio: “Certeza de que demos o nosso máximo”.

Ainda nas areias, nossas duplas masculinas também enfrentam jogos decisivos na madrugada/manhã desta segunda-feira. E o caminho não vai ser fácil. Evandro e Bruno Schmidt jogam às 1h (horário de Brasília) contra Plavins e Tocs (Letônia), time que enfrentaram apenas uma vez, em 2019, com vitória dos rivais. 

Alison e Álvaro Filho nunca enfrentaram Gaxiola e Rubio (México). Nem mesmo com outros parceiros. Também será um jogo difícil, o time mexicano vem de uma primeira fase em que vendeu caro a derrota para os russos campeões mundiais. Alison e Álvaro chegam jogando bem, depois de passarem pela chave mais difícil, onde estavam o campeão olímpico Phil Dalhausser e a parceria holandesa que foi bronze na Rio-2016.

Se Evandro e Bruno Schmidt e Alison e Álvaro Filho vencerem seus respectivos jogos pelas oitavas, marcam encontro nas quartas para um confronto brasileiro precoce nas areias. Estou confiante de que as duas duplas passam pelas oitavas e, se tem o lado ruim de ver nossos dois times se enfrentando, tem o lado bom de garantirmos uma disputa de medalha na praia.

Agora, todos os jogos, na quadra (com exceção do confronto feminino contra o Quênia) e nas areias, são eliminatórios. Vou me inspirar na frase do Italo Ferreira (“Diz amém que o ouro vem) para trazer boas energias para o vôlei. Vamos dizer ‘amém’ para que os ouros venham!

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