Reprodução/Facebook
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Velejador passa mal após evento-teste na Baía de Guanabara

Wonwoo Cho teve febre, vômitos e quadro de desidratação

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

20 Agosto 2015 | 09h12

*Texto atualizado às 12h57

Um velejador sul-coreano precisou ser internado no Hospital Samaritano, em Botafogo (zona sul), na última terça-feira (18) após ter participado do evento-teste de vela na Baía de Guanabara. Wonwoo Cho teve febre, vômitos e quadro de desidratação, de acordo com o técnico Danny Ok. Em publicação no Facebook, Ok afirma que a doença foi provocada pela poluição das águas do local e cobrou providências. Cho já recebeu alta e voltou a competir na classe RSX nesta quarta-feira (19).

"Mais de 10 anos de esforço pode ser destruído em um dia! Isso não é uma emergência, mas é muito decepcionante. Ele está doente desde noite passada com febre alta, vômitos e calafrios, e está completamente desidratado. Parece que foi infectado com um vírus em algum lugar do local de prova, que supostamente deveria estar seguro e limpo como um local olímpico", escreveu o treinador. 

O técnico publicou fotos do atleta sendo atendido em uma ambulância. Ele disse ainda afirmou esperar que o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Vela (Isaf) tenham cuidado com a situação da água para as competições olímpicas. 

"Eu espero que isso não aconteça de novo não só com a gente, mas com todos os atletas que competem no mesmo lugar. Espero que o COI e a Isaf devam considerar como a questão da segurança vai ser melhorada para o ano que vem. Talvez não possamos esclarecer todas as questões, mas podemos minimizar os riscos", concluiu. 

Na quarta-feira, depois de ter recebido alta, Cho voltou às águas da baía e terminou a regata em 14º lugar. Na classificação geral, aparece em 23º lugar entre 28 velejadores. 

Nesta quinta-feira, a Federação Internacional de Vela (Isaf, na sigla em inglês), divulgou uma nota comentando o caso. A entidade, porém, preferiu ser generalista no informe. “A Isaf tem sido pró-ativa para garantir a saúde e segurança dos 326 atletas que estão competindo no Aquece Rio”, destacou o texto.

Segundo a federação, desde o início da competição dois casos de atletas que passaram mal foram relatados à entidade. O outro velejador, segundo a Isaf, preferiu ter a identidade preservada. Nem mesmo sua nacionalidade foi informada.

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