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Velódromo no Rio não tem nem mais data para receber atletas

Assunto está entre principais pontos de tensão entre Rio-2016 e COI

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

30 de maio de 2016 | 18h18

Faltando poucas semanas para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a União Internacional de Ciclismo mandou informar aos dirigentes esportivos que não iria mais adotar a diplomacia e que iria falar abertamente sobre a crise que a modalidade vive no Brasil.  O velódromo ainda não está pronto e, sem previsão, não há sequer nem um prazo estabelecido para que os atletas possam testar a pista antes dos Jogos. 

Nesta segunda-feira, diante das críticas internacionais, a prefeitura do Rio de Janeiro rompeu o contrato que tinha com a empresa que erguia as instalações. Já no início do ano, a empresa que ganhou o contrato, a Tecnosolo, teve de sub-contratar uma outra companhia para completar os trabalhos. A Engetécnica assumiu. Mas os atrasos apenas foram se acumulando. 

Agora, a Empresa Olímpica Municipal rompeu o acordo com a Tecnosolo, hoje sob recuperação judicial, e toda a obra passa para as mãos da Engetécnica.

Mas apenas a mudança de contrato não tranquiliza o COI. Nesta semana, em Lausanne, a entidade promete pressionar o presidente do Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, a trazer uma solução concreta. Aos dirigentes brasileiros, a UCI deixou claro que usaria a imprensa internacional para colocar pressão, com declarações públicas de queixa.

O presidente da UCI, Brian Cookson, declarou que está "extremamente preocupado" e alertou que "o tempo está se esgotando".  As provas começam no dia 11 no velôdromo. Mas elas correm o risco de ocorrer sem que sequer um evento teste seja realizado.

A ideia original era de um evento em março, o que acabou sendo cancelado. Uma segunda data foi sugerida, no dia 29 de abril. Mas também teve de ser anulada. 

O Comitê Rio-2016 sugeriu agora que atletas internacionais possam ir ao local no dia 25 de junho para circular pela pista, sem a realização de uma competição. A proposta foi rejeitada categoricamente pela UCI, apontado que os atletas não iriam ao Rio nessas condições. 

"Tem sido um processo muito difícil e o fato desses atrasos terem impedido um evento teste é muito preocupante", disse o presidente da UCI. "Há muito trabalho ainda para ser feito para garantir que os ciclistas tenham as melhores condições possíveis", disse. "O tempo está verdadeiramente acabando", completou.

Parte da arquibancada ainda não está pronta e elevadores e mesmo a área de imprensa continua inacabada. 

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