Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Vendaval e chuva danificam parte do telhado do Velódromo do Parque Olímpico

Instalação construída para os Jogos Olímpicos do Rio já havia sofrido dois incêndios no ano passado

Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo

14 Outubro 2018 | 16h02

Depois de sofrer com dois incêndios no ano passado, o Velódromo do Parque Olímpico da Barra, na zona oeste do Rio de Janeiro, foi atingido por um vendaval na noite deste sábado e perdeu parte da sua cobertura. O telhado precisou ser protegido com lonas pretas neste domingo. Parte da pista ficou exposta.

A proteção, contudo, não evitou que parte da área interna fosse alagada. De acordo com a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), responsável pela gestão do local, havia uma estrutura de lona instalada internamente como forma de prevenir acidentes do tipo. Mas isso não evitou que a água entrasse no Velódromo.

"A Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) vem informar que, em virtude da chuva torrencial e vendaval ocorridos nesta madrugada na cidade do Rio de Janeiro, parte da cobertura do Velódromo do Parque Olímpico foi danificada", informou a Aglo.

Após a chuva danificar parte do telhado, funcionários colocaram mais lonas sobre a pista, que é a estrutura mais delicada do Velódromo, feita de madeira siberiana, que exige cuidados especiais. Para manter a pista em boas condições para a prática esportiva, é necessária a refrigeração constante por ar-condicionado no local.

A Aglo afirmou que os reparos vão começar a ser feitos nesta segunda. Ainda não há informação sobre os custos do conserto. "Embora tenha ocorrido vazamento no interior da estrutura, não houve dano à pista de ciclismo, que logo foi protegida por lonas. A autarquia já tomou as medidas emergenciais cabíveis, o que inclui o acionamento da empresa responsável por fazer os reparos, que serão iniciados na segunda-feira, 15."

Na época dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, a pista era considerada a mais rápida do mundo. Não por acaso foram batidos 35 recordes olímpicos, paralímpicos e mundiais, entre e agosto e setembro de 2016, nas diversas provas de ciclismo disputadas no Velódromo.

Erguida para a Olimpíada, a estrutura consumiu cerca de R$ 140 milhões para ser construída. E foi alvo constante de preocupação em razão dos seguidos atrasos nas obras e na entrega final. A inauguração aconteceu com seis meses de atraso, em 26 de junho de 2016. Por isso, foi o único equipamento dos Jogos que não contou com evento-teste.

No ano passado, o Velódromo foi alvo de dois acidentes causados por balões, em julho e em novembro. O primeiro foi o mais grave por queimar uma área considerável do teto. O reparou custou R$ 199,4 mil. O acidente de novembro gerou menor gasto, de R$ 60 mil, aos cofres públicos. A Aglo, ligada ao Ministério do Esporte, bancou os reparos. Em ambos os casos, não houve danos estruturais no Velódromo.

 

 

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