Vento e maré destroem rampa da vela olímpica na Marina da Glória

Estrutura é temporária e serve para o acesso dos barcos à Baía de Guanabara

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2016 | 18h05

Além de atingir o Centro de Transmissão de TV da Praia de Copacabana, a ressaca, combinada a ventos fortes, destruiu na manhã deste sábado uma das rampas da Marina da Glória, onde serão realizadas as competições de vela na Olimpíada. A estrutura é temporária e serve para o acesso dos barcos à Baía de Guanabara. A empresa que construiu a rampa está avaliando a avaria para dar início à sua reconstrução.

Segundo o Comitê Rio-2016, o problema não prejudica a Olimpíada porque a Marina tem outra rampa, esta fixa, de concreto. A temporária fora construída para agilizar as operações em dias de competições. O incidente foi nesta manhã de sábado e os atletas que já estão no Rio treinaram normalmente, conforme informou a organização dos Jogos Olímpicos, usando a rampa de concreto. As provas olímpicas começam no dia 8. A rampa que se partiu servia a cinco classes: Laser radial, Finn, 470, 49er e Skiff 49er.

 

No total, a competição terá dez eventos, cinco masculinos, quatro femininos e um misto. A Marina, localizada no Parque do Flamengo, ficou um ano e quatro meses em obras para se preparar para a Olimpíada. A instalação foi aberta em abril, com dois meses de atraso. As obras custaram R$ 70 milhões e foram motivo de contestação por parte de moradores, uma vez que o parque é tombado pelo patrimônio e a reforma modificou o projeto original.

Outra controvérsia é quanto às águas da baía, cujo plano de despoluição falhou. Em 2009, quando o Rio foi anunciado sede dos Jogos de 2016, foi firmado o compromisso de se limpar pelo menos 80% da baía, o que não foi cumprido. Os ambientalistas consideram que foi uma oportunidade única perdida.

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