Denis Balibouse/Reuters
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Vice-presidente do COI mostra indecisão com a realização dos Jogos de Tóquio

Juan Antonio Samaranch Salisachs tem confiança na realização da disputa em 2021, mas pondera: "Não cabe a nós tomar decisões sobre a saúde pública do país"

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2020 | 14h15

O espanhol Juan Antonio Samaranch Salisachs, vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), mostrou indecisão ao comentar sobre a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio ano que vem. Disse isso em Madri, durante entrevista com o presidente do Comitê Olímpico Espanhol, Alejandro Blanco. Inicialmente, o dirigente afirmou que não tem "nenhuma indicação" que possa levar a acreditar que a Olimpíada não possa ser realizada "com grande sucesso esportivo e simbólico". "Nem pelo governo do Japão nem pelo comitê organizador nem por parte do COI há uma prevenção que algum outro incidente possa acontecer. Estamos trabalhando na adaptação de planos para a Olimpíada de Tóquio no verão (do Hemisfério Norte) de 2021."

Na sequência, Samaranch afirmou que vai seguir as orientações das autoridades mundiais de saúde no período dos Jogos, caso considerarem "imprudente" a realização da competição, caso ainda não exista uma vacina contra o coronavírus e o mundo não tenha se livrado da pandemia. "Não cabe a nós tomar decisões sobre a saúde pública do Japão", enfatizou.

"Não somos nem mais nem menos que parte da sociedade. Sofremos, choramos e sangramos da mesma forma. Nós também sofreremos as consequências econômicas e sociais. Esperamos que, com os valores olímpicos, possamos fazer algo: celebrar a humanidade. "Eu acredito que o movimento olímpico tem uma oportunidade de prestar um ótimo serviço à sociedade em 2021 ", afirmou.

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