Vôlei de praia é divertido, mas ainda luta por patrocínios

Sol, areia e maiôs deveriam ter criadouma fila de patrocinadores, ainda mais quando o vôlei de praiapassou a figurar como categoria olímpica a partir dos Jogos deAtlanta, em 1996. Mas a realidade é outra. A maioria dosatletas e organizadores do circuito ainda batalha paraencontrar um meio de viver do esporte. Apesar de os patrocinadores terem ajudado a dobrar o valordos prêmios no Circuito Mundial da Federação Internacional deVôlei (FIVB) na última década, o esporte por si só cresceu alémdesse reconhecimento e há um número muito maior de jogadoresprecisando de dinheiro para disputar o crescente número detorneios ao redor do mundo. "Precisamos de mais apoio, ou as pessoas terão quedesistir", disse o jogador espanhol e medalhista de prata em2004, Pablo Herrera. "Algumas pessoas estão tendo que pular alguns eventosdevido ao custo de disputar o Circuito por seis meses. Isso éincrível para um esporte olímpico." As duplas principais do Circuito da FIVB e do circuitoamericano estão ganhando um bom dinheiro, mas a distribuição dariqueza tem sido muito desigual. Nos primeiros sete meses do ano, as duplas mais importantesdo mundo, no masculino e no feminino, ganharam em prêmios maisde 200 mil dólares, além de seus patrocínios pessoais. Virando a tabela de cabeça para baixo, uma dupla por voltada 15a. posição dificilmente vai atrair algum patrocinador e osganhos são de cerca de 68 mil dólares, 34 mil para cadajogador, tendo ainda pela frente as despesas de viagem,hospedagem, técnico e dúzias de outros custos.Martins Plavins, da Letônia, teve desempenho bem acima doesperado em Pequim, apesar de estar em 21o no ranking. Eledisse que provavelmente vai voltar ao vôlei de quadra parapoder fechar as contas. "Tenho que dar bons 20 por cento de meus ganhos ao meutécnico e não consigo viver com o que me sobra. Sem umpatrocinador, você não consegue manter um jogando, quanto maisdois", disse. Outras duplas, como a das irmãs austríacas Schwaiger,recebem ajuda da família, e as federações nacionais tomam contade tudo naqueles países determinados a obter um bom resultado,como Geórgia e China.

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