Vôlei feminino pega norte-americanas por ouro inédito

Inspiradas na vitória de Maurren Maggi, jogadoras querem acabar com a fama de 'amarelar' nas decisões

Eduardo Maluf , O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2008 | 18h56

As meninas do vôlei acompanharam nesta sexta o desempenho de Maurren Maggi no salto em distância e se emocionaram. A história da saltadora se assemelha, de certa forma, com a das jogadoras. Maurren superou o problema do doping para buscar a medalha de ouro, e a seleção tenta driblar a desconfiança e acabar de vez com a fama de fracassada na hora das decisões.   Veja também: O salto para ouro de Maurren MaggiA campanha brasileira na Olimpíada de Pequim   Não há momento melhor para mudar a história. O Brasil encara os Estados Unidos neste sábado, às 9 horas de Brasília (acompanhe todos os lances pelo estadao.com.br), no Capital Gymnasium, em busca do ouro inédito na modalidade. Quatro anos depois da tão falada derrota para a Rússia na semifinal de Atenas, as brasileiras entram em quadra com amplo favoritismo e com a possibilidade de fechar a campanha sem nenhum set perdido. As norte-americanas chegam à final com o moral elevado por causa da surpreendente vitória sobre Cuba por 3 a 0, na quinta-feira.   "É o jogo de nossas vidas", comentou Paula Pequeno. Ela tem razão. Pela primeira vez em Olimpíadas, a seleção feminina tem a chance de brigar pelo ouro. Até hoje foram duas medalhas de bronze, conquistados em Atlanta/1996 e Sydney/2000. "Chegamos até aqui e agora queremos o título", afirmou a meio-de-rede Walewska.   O ginásio estará cheio para a final e o Brasil deverá contar com o apoio da maioria dos torcedores, ao contrário do que ocorreu na semifinal, quando enfrentou a anfitriã China. Bom para um time que entra pressionado pelo favoritismo e por ter sido derrotado em momentos importantes, como na final do Pan do Rio, no ano passado. "Estamos com a cabeça boa", garantiu Fabi. "Apesar das derrotas marcantes, essa seleção foi a que mais venceu", completou a líbero, referindo-se a títulos como o do Grand Prix.   O técnico José Roberto Guimarães admite estar ansioso para o início da partida. Sabe que só o ouro vai pôr fim aos comentários de que suas jogadoras falham em finais. E espera muito por essa hora. "De nada adianta tudo o que fizemos até agora, se não vencermos", comentou o treinador.

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