Valentyn Ogirenko / Reuters
Valentyn Ogirenko / Reuters

Vôlei feminino vence quenianas e chega invicto às quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Após vitória tranquila sobre as africanas, Brasil enfrenta o Comitê Olímpico Russo

Redação, O Estado de S. Paulo

02 de agosto de 2021 | 13h06

A campanha da seleção brasileira de vôlei feminino na fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 foi impecável. Na manhã desta segunda-feira, 2, o Brasil venceu com facilidade, por 3 sets a 0, a equipe do Quênia, com parciais de 25/10, 25/16 e 25/8, classificando-se com distinção no grupo A. Foram cinco vitórias em cinco jogos e a confirmação da primeira colocação.

A seleção de Zé Roberto já havia vencido a Sérvia, Coreia do Sul, República Dominicana e Japão, os donos da casa. Até o momento, dos 18 sets jogados, a seleção brasileira só perdeu três, sendo dois para a República Dominicana e um para o Japão. Agora, as rivais serão o Comitê Olímpico Russo. As russas perderam da Turquia e acabaram ficando na quarta colocação do Grupo B.

"O time da Rússia, na realidade, ele tem feito boas partidas. O jogo estava quase perdido contra a China. A China botou 20 a 15. Entrou a Smirnova sacando viagem. Fizeram seis pontos consecutivos, conseguiram virar o set e ganharam no tie-break. Então é um time perigoso. A Arina Fedorovtseva está dando uma enorme qualidade ao time russo, seja no ataque, seja no passe", projeto o técnico José Roberto Guimarães. 

O treinador antecipou parte da estratégia que pretende adotar. “O time russo melhorou muito da Liga das Nações. Nós temos que ter um cuidado muito grande principalmente no saque, na agressividade desse fundamento. O nosso bloqueio tem que trabalhar muito bem porque elas estão atacando as bolas de extremidade de uma forma muito intensa, com muita agressividade”, analisou Zé Roberto.

Diante das queninas, não houve susto nem ameaça para as brasileiras. Logo no começo, o Brasil emendou cinco pontos de vantagem no placar e a distância foi ficando ainda maior com os bons saques do Brasil e as chances muito bem aproveitadas no ataque. O jogo se manteve tranquilo e os sets foram sendo construídos de forma natural com as brasileiras tomando o controle total da partida.

O Quênia, já desclassificado e apenas com a missão de cumprir tabela, não venceu nenhuma partida. Por conta da diferença técnica entre os dois times, o jogo permitiu espaço para o Brasil movimentar algumas jogadoras e deixá-las com mais minutos de quadra para os combates decisivos em Tóquio. A quinta vitória protagonizou o último duelo da fase de grupos, o que determinou os próximos jogos, agora na fase eliminatória começando pelas quartas de final.

 

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