Márcio Fernandes/ Estadão
Márcio Fernandes/ Estadão

Zanetti presta continência no pódio, e técnico critica: 'Pegar atleta pronto é fácil'

Ginasta ficou com a medalha de prata na argolas

Nathalia Garcia e Paulo Favero, enviados especiais ao Rio, Estadão Conteúdo

15 Agosto 2016 | 20h04

Nesta segunda-feira, Arthur Zanetti tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar duas medalhas olímpicas na ginástica artística. "É um resultado fantástico, que vai ficar na minha memória", enalteceu. Ele, por sua vez, destaca o fato de não ter brilhado sozinho no Rio-2016 e aponta o crescimento da ginástica artística masculina.

"Quando voltei de Londres, muita gente falou para mim que a ginástica brasileira iria demorar para ganhar novamente uma medalha, mas já ganhamos três", enumera. E torce para que o investimento no esporte não diminua no próximo ciclo olímpico. Membro da Força Aérea Brasileira, Zanetti prestou continência no pódio.

Mas seu técnico Marcos Goto tem uma visão crítica sobre o assunto. "Pegar atleta pronto é muito fácil. Quero ver apoiar até a criança chegar lá. O dia em que os militares fizerem escolinhas e apoiarem iniciação esportiva, apoiarem treinadores, aí vou tirar o chapéu. Por enquanto, não." O ginasta fugiu de polêmica. "É um modo de me expressar, dentro do meu País. É um momento de alegria e felicidade."

Este ciclo olímpico também marcou um momento distinto da carreira de Zanetti. Depois de Londres, deixou o anonimato de São Caetano do Sul para se transformar em favorito à medalha. Em 2012, conquistou o primeiro ouro olímpico da história da ginástica artística do Brasil. O ginasta de 1,56 metro de altura tornou-se um gigante no Mundial no ano seguinte. Agora, conquistou uma prata e festejou.

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