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'Zebra' em 1996, mesa-tenista se orgulha de ter testemunhado história olímpica

Presença da família em vitória sobre campeã europeia é melhor memória de Lyanne Kosaka

Rafael Pezzo, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2016 | 07h00

Apaixonada por esportes em geral, a mesa-tenista Lyanne Kosaka leva como uma das melhores memórias das Olimpíadas de Barcelona, em 1992, e Atlanta, em 1996, a convivência com os maiores esportistas do seu tempo. "Na cerimônia de abertura e na Vila Olímpica, eu reconhecia muitos que estavam ali. Vi o Dream Team, tenistas profissionais, a seleção de vôlei, alguns nadadores, Carl Lewis", lista a paulista de São José dos Campos. 

Entre os encontros mais importantes, a hoje produtora do canal a cabo ESPN Brasil destaca a conversa que teve com a tenista Monica Seles no refeitório dos atletas, em 1996. Três anos antes, a norte-americana havia sido esfaqueada por um fã da rival Steffi Graf durante uma partida na Alemanha e retornou ao circuito em 1995. "Ela lançou uma biografia falando dessa história e, nesse momento em que foi para a Olimpíada, tive chance de conhecê-la. Conversei com ela e falei que tinha lido o livro. Foi um contato bastante marcante porque era uma pessoa que eu acompanhava e torcia."

Kosaka também se recorda de acompanhar a última nota dez da ginástica nos Jogos, com a romena Lavinia Milosovici, na edição de Barcelona, em 1992. "Estava sentada praticamente junto com a delegação da Romênia porque tinha uma credencial que dava acesso a todos os lugares." Andando pelo piso de competição, pôde ver o então técnico do time japonês Mitsuo Tsukahara, ex-ginasta dono de cinco medalhas olímpicas e que se tornou ícone da modalidade devido ao salto de sua autoria. "Uma das árbitras era a russa Ludmilla Tourischeva, adversária da Nadia Comaneci na época em que ambas competiam. Tive chance de entrar na prova e entender bem o que estava acontecendo", completa. 

Quatro anos depois, a nipo-brasileira esteve no ginásio por duas vezes para assistir a seleção feminina de basquete, que foi prata naquela edição. "Cheguei até a pedir: 'Paula, me dá sua bandana!' e ela me deu! Estava ali como fã."

Antes da oportunidade de ver alguns dos maiores esportistas do mundo, o primeiro momento olímpico que vem à cabeça de Lyanne é a vitória sobre a romena Emilia Ciosu, campeã de torneio com os 12 melhores mesa-tenistas europeus, ainda na primeira fase dos Jogos de Atlanta. A "zebra" em si não foi ápice daquele dia, mas sim a presença da família na arquibancada e a comemoração com eles. "Aquele momento foi mágico, mas parece que quanto mais o tempo passa, mais me dou conta do quanto foi especial. Dividir essa conquista com eles foi o que mais valeu."

Os familiares incentivaram a carreira de Kosaka desde o início. A modalidade entrou no cronograma olímpico em Seul, na Coreia do Sul, em 1988. "Por intermédio de um amigo, meu pai conseguiu um vídeo que tinham gravado da competição. Assisti e já comecei a sonhar em participar dos Jogos. Mas mal sabia que quatro anos depois eu estaria em Barcelona para uma Olimpíada."

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