'Agora tenho mais variedade de recursos'

Guilherme Dias, medalhista no Mundial do ano passado, satisfeito com estrutura em Piracicaba, quer abrir mais uma vaga para o Brasil em 2016

Alessandro Lucchetti, O Estado de São Paulo

30 de agosto de 2014 | 17h00

Você foi formado em Brasília, sua cidade natal, e, com o treinamento recebido lá, conseguiu o bronze no Mundial do ano passado. Por que resolveu se mudar para Piracicaba?

Em Brasília eu não tinha as mesmas condições de treino e a estrutura que tenho aqui. E tenho agora também um colega de treino que está querendo o mesmo que eu, uma medalha olímpica em 2016.

Você conseguiu o bronze no Mundial do ano passado com apenas 21 anos de idade, mas mostrou grande insatisfação. Por quê?

Eu sei o quanto treinei, e estava preparado para buscar o ouro. Infelizmente perdi no golden score (prorrogação) pro iraniano (Hari Mostean Loron). Infelizmente fiz a estratégia errada. Quis levar a luta pro golden score para depois decidir, mas ele fez o ponto antes do que eu. Agora estou mais experiente, não sou mais o mesmo cara que entrou pra seleção em 2012.

O que mudou para você em Piracicaba?

Faço treinamentos mais voltados para a parte tática da luta. Aperfeiçoei bastante também a minha técnica, que acrescentei à minha base. Tenho mais variedade e recursos do que antes, e seleciono a melhor forma de enfrentar cada um dos meus adversários, que hoje são um coreano, um chinês, um argentino e um mexicano. Agora os conheço bem, porque virou rotina enfrentá-los no Grand Prix.

Quais são seus objetivos principais até 2016?

O Brasil já tem vagas nas quatro categorias, por ser país-sede. Mas se eu ficar entre os seis melhores do ranking, abro uma vaga a mais.

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