John Locher |AP
John Locher |AP

Amanda Nunes e José Aldo conquistam cinturões do UFC; Anderson perde

Brasileiros são campeões em Las Vegas e Spider cai por pontos

Estadão Conteúdo

10 de julho de 2016 | 08h55

Amanda Nunes foi a protagonista do maior evento da história do UFC, que chegou no sábado à sua 200.ª edição na contagem linear e o 363.° card na história da organização. Em Las Vegas, a baiana tornou-se a primeira brasileira campeã da principal organização do MMA ao passar como um caminhão sobre Miesha Tate, então detentora do cinturão peso galo. Ainda no card principal, José Aldo conquistou o cinturão interino dos penas, enquanto Anderson Silva não foi páreo para Daniel Cormier.

Com o doping do astro Jon Jones e do cancelamento do combate que valeria o título dos meio-pesados, o combate entre Amanda e Tate foi alçado à condição de luta principal do UFC 200. A brasileira não decepcionou os organizadores e fez jus à oportunidade.

Ela castigou a americana com sua mão pesada e, após 3min15s, encerrou a luta com um mata-leão, quando Tate já não conseguia mais oferecer resistência, destruída pela sequência de golpes de Amanda.

Assim, durou dois dias, apenas, o jejum de cinturões do MMA brasileiro no UFC. Na quinta-feira, também em Las Vegas, Rafael dos Anjos foi derrotado pelo norte-americano Eddie Alvarez e perdeu o cinturão dos leves da organização. Depois, na sexta, faltou gás para Cláudia Gadelha no reencontro contra a polonesa Joanna Jedrzejczyk, que manteve o cinturão peso palha.

Em um final de semana de três eventos seguidos do UFC, a esperança ficou com o card de sábado. E, antes mesmo do feito histórico de Amanda Nunes, José Aldo também conquistou o cinturão, ainda que interino, do peso pena. O irlandês Conor McGragor, que o venceu no fim do ano passado, é o dono do cinturão linear, mas não tem lutado na categoria - por isso, há a disputa de um cinturão paralelo.

Aldo mostrou o MMA da época que era um dos astros do UFC para vencer, por decisão unânime dos juízes, o norte-americano Frankie Edgar, também um dos grandes da história da organização. O resultado foi incontestável após cinco rounds.

Agora, o manauara aguarda por uma revanche contra McGragor, que estava presente ao ginásio e viu a luta de Aldo na primeira fileira. O confronto deve acontecer no fim do ano, uma vez que o irlandês pega Nate Diaz em agosto. "Eu só tenho um objetivo, que é vencer esse m... (McGregor). Podem ter certeza que a próxima vez que eu pegar ele aqui, não terá a sorte que teve na ultima vez", disse Aldo, ainda no octógono, lembrando a derrota após 15 segundos no confronto entre eles.

Não deu. Anderson Silva saiu aplaudido após a derrota para Daniel Cormier por decisão unânime e incontestável dos juízes. O reconhecimento da torcida, entretanto, foi mais pela coragem de se oferecer para enfrentar o campeão de uma categoria mais pesada que a dele sem fazer qualquer treino para isso. Começou a pensar no confronto na quinta e foi para o ringue no sábado.

No ringue, como já era esperado, Anderson não esteve bem. Lento, foi presa fácil para um rival de uma categoria mais rápida e que estava preparado para fazer a luta da vida dele, em plena forma e muito bem treinado.

"Para mim foi um grande desafio pessoal, porque eu consegui colocar em prática o que desenvolvi durante todos esses anos. Estou há muito tempo sem treinar, desde a cirurgia. Então valeu pelo desafio, espero que isso sirva de exemplo para os brasileiros e para todas as pessoas que estão aqui hoje (sábado)", falou o brasileiro ainda no ringue. Ele não vence uma luta desde outubro de 2012. Nesse período, perdeu para Chris Weidman duas vezes (uma deles quando sofreu lesão gravíssima), teve o triunfo sobre Nick Diaz anulado porque foi flagrado com o uso de doping e foi derrotado por Michael Bisping.

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