Rafael Pezzo/Estadão
Rafael Pezzo/Estadão

Antes da luta, Belfort e Henderson falam sobre doping e TRT

Lutadores eram adeptos de terapia que foi banida

Rafael Pezzo, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 13h52

A dois dias do UFC Fight Night, no Ginásio do Ibirapuera, os lutadores do card principal participaram do Media, em um Hotel na Zona Sul de São Paulo. 

Adversários na luta da noite, o brasileiro Vitor Belfort e o americano Dan Henderson foram bastante perguntados sobre doping e o banimento do TRT. "O jeito que foi colocado pela mídia foi errado. Todos os lutadores já sabíamos que seria banido. Mas saiu de um modo errado", afirmou o brasileiro.

O TRT (sigla para Tratamento de reposição de testosterona) é usado para pessoas que possuem naturalmente níveis mais baixos de testosterona no corpo. Tanto Belfort como Henderson eram adeptos desta terapia e tiveram de se adequar às novas, que consideraram tal medicação ilegal. 

Além do banimento do TRT, Henderson vê como positiva a nova política anti-doping adotada pelo UFC, com testes surpresa e com menor tempo de intervalo. "Antigamente todos sabiam que não eram testados, e quando eram submetidos a exames, todos sabiam quem seria", respondeu o americano. 

Questionado sobre um novo tipo de terapia para substituir o TRT, Henderson foi direto: "Não, não procurei nada. Eu nem fazia tanto uso dessa terapia, então não senti tanta diferença no meu corpo."

Belfort usou seu lado marqueteiro quando respondeu a mesma pergunta: pegou uma embalagem da marca de Café que leva o seu nome e disse que o segredo foi "tomar café forte todos os dias." 

Vitor e Dan vão se enfrentar pela terceira vez. Para o "Fenômeno" as lutas anteriores não influenciam em nada a sua luta de sábado. "Cada luta é diferente. No MMA não tem próximo golpe. É de momento. Você estuda e sabe mais sobre o oponente, mas você vence pelo momento." 

APOSENTADORIA

Aos 45 anos, Dan Henderson tem apenas mais duas lutas em seu novo contrato com o UFC. Apesar do destino incerto no Ultimate, ele não pensa em trocar de campeonato. "Não, não fui procurado nem fui atrás. Mas se fosse abordado, eu não iria. Não quero sair do UFC. Eles ainda me sustentam financeiramente. Eu tenho outras opções, mas não quero escolhê-las."

Belfort, por sua vez, não pensa em parar tão cedo. Recentemente, o carioca se mudou para uma academia exclusiva, montada pela empresa que cuida da sua imagem. "Foi um presente divino. Agora tenho uma equipe e um octógonos montado só para mim. É muito bom dar um passo adiante, e acredito que foi isso que eu fiz." 

Em entrevista recente ao Estado, Belfort ainda duvidou de que tenha passado do ponto mais alto de sua carreira. "Quem disse que aos 38, aos 40 anos eu não posso estar no meu ápice na carreira? Quem disse que tenho que me aposentar? Podem criar uma categoria só para os mais velhos, masters, é muita gente vai querer assistir." 

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