Reprodução/Instagram
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Astros das redes sociais, Esquiva Falcão e Mike Tyson 'nocauteiam' a pandemia

Os dois invadiram os canais de comunicação com vídeos que se tornaram sucesso no tempo do surto do coronavírus

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2020 | 08h00

Esquiva Falcão e Mike Tyson souberam usar as redes sociais para "nocautear" o difícil período da pandemia e ganhar ainda mais notoriedade. Os dois invadiram os canais de comunicação com vídeos que se tornaram sucesso no tempo do surto do coronavírus.

Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e ranqueado nas quatro organizações que dirigem o boxe profissional internacionalmente, Esquiva fez de tudo um pouco. Começou criticando a falta de consideração do País com os seus atletas, ao colocar sua medalha a leilão. "Fiz isso  como protesto. No Brasil, você luta pelo seu país no exterior, ganha respeito lá fora, mas quando volta ninguém te reconhece ou ajuda."

Depois, o boxeador capixaba, que possui contrato com a empresa Top Rank, a mais importante do pugilismo na atualidade, começou a vender pizzas, feitas por sua esposa, para "melhorar o orçamento" familiar. "Eu tenho dinheiro guardado, não sou de gastar à toa, mas recebo bolsa pelas lutas que faço e não estou lutando e nem sei quando vou poder lutar, então isso me ajuda."

Durante as entregas das pizzas, seu carro quebrou e aí o pugilista iniciou uma "vaquinha" na internet para conseguir pagar o conserto do automóvel. Além disso, o lutador ainda foi figurinha carimbada em muitas lives, nas quais deu entrevista, conversou com os fãs (são mais de 200 mil seguidores) e ainda ensinou boxe, com aulas práticas. "Eu quero lutar. Eu preciso lutar", disse Esquiva, ansioso para retornar aos ringues. "Eu sei que a situação ainda está complicada aqui no Brasil, então procuro ocupar a cabeça e manter o físico em forma."

Mike Tyson se tornou o esportista mais comentado neste momento de pandemia. Mesmo afastado dos ringues há 15 anos, o ex-campeão mundial dos pesos pesados, aos 54 anos recém-completados no último dia 30, agitou o noticiário, ao postar vídeos de treinos com um físico muito semelhante ao que tinha há três décadas. "Eu estou de volta", foi a frase usada pelo ex-boxeador para encerrar todas as suas filmagens.

Em um primeiro momento, cogitou-se o retorno do Iron Man ao boxe profissional e muitos lutadores de boxe e MMA, do presente e do passado, se apresentaram como possíveis rivais de olho em uma milionária bolsa, caso surgisse a chance de uma luta. O principal deles foi Evander Holyfield, seu rival em meados dos anos 90, que até chegou a perder uma parte das orelhas no confronto de 1997.

Mauricio Sulaiman, presidente do Conselho Mundial de Boxe (CMB), principal organização da nobre arte, chegou a dizer que colocaria Tyson entre os 15 primeiros do mundo, o que causou um certo ciúme por parte dos pugilistas da atualidade. O americano Deontay Wilder, ex-detentor do cinturão do CMB, se revoltou e criticou a carreira de Tyson, ao desmerecer os adversários enfrentados nas décadas de 80 e 90.

Mas, na verdade, Tyson encontrou uma forma de ganhar um bom dinheiro, pois confirmou que seu nome continua forte comercialmente. Um marca de bebida isotônica chegou a patrocinar um de seus vídeos, visto mais de dez milhões de vezes em uma de suas contas nas redes sociais, enquanto uma loja de roupas propôs um contrato , com direito a um minidocumentário de cinco capítulos.

Tyson e Esquiva acertaram um "cruzado" nos tempos sombrios e vão sair mais fortes para retomarem suas vidas quando tudo isso for superado.

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