Wander Roberto/UFC
Wander Roberto/UFC

Augusto Sakai tem ambição de ‘fazer o nome’ logo na estreia no UFC

Lutador de Curitiba ainda é pouco conhecido, mas não quer ser apenas um simples figurante no evento em São Paulo

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2018 | 05h00

Na loja de aquários em que costuma trabalhar, o reconhecimento dos fãs aumentou depois que Augusto Sakai ganhou de Marcos Conrado no Contender Series Brasil e assinou contrato com o UFC. Agora, ele fará sua estreia em São Paulo, neste sábado, no ginásio do Ibirapuera, e quer ser mais do que um figurante no evento que tem nomes como Thiago Marreta, Rogério Minotouro, Renan Barão, Charles do Bronx, Elizeu Capoeira e Serginho Moraes, entre outros.

“Antes uma ou outra pessoa entrava na loja e me reconhecia, mas eram poucas. Depois que assinei com o UFC virou uma loucura”, conta o atleta, que é da categoria dos pesados e vai enfrentar Chase Sherman no último evento da franquia no Brasil neste ano. Os ingressos ainda estão sendo vendidos e nesta sexta-feira o ginásio vai receber a pesagem às 18h – para entrar, basta trocar o ingresso por um quilo de alimento não perecível.

O descendente de japoneses sempre gostou de artes marciais e praticou judô e capoeira quando era criança. Aos 14 anos, ele viu uma apresentação de muay thai em sua escola, gostou e procurou uma academia. A partir daí começou a paixão pelas lutas e não demorou para entrar no MMA, para preocupação de sua mãe.

“Ela sempre apoiou, mas no começo ficava preocupada. Agora ela estará aqui em São Paulo para me ver lutar. Só que ela só assiste às minhas lutas, mas vai lá e grita, berra, pede para eu bater no adversário. Já meu tio virou um super fã, adora e vê de tudo”, conta o rapaz de 27 anos sobre suas inspirações. Já com o pai, Sakai quase não tem contato depois que ele deixou a família há muitos anos.

Enquanto treinava, o atleta fazia bico de segurança em festas de casamento. “Eu conseguia conciliar os horários de trabalho com os de treinamento, e isso ajudou bastante”, diz. Depois veio o trabalho na loja de aquários que pertence a um grande amigo. “Eu sempre tive aquário em casa e é uma paixão. Por isso o trabalho lá é legal.”

O contrato com o principal evento de MMA do mundo coloca mais pressão e dá um salto na carreira do rapaz. Ele está na categoria mais famosa, que tem diversas lendas, e quer usar sua juventude a favor entre os pesados, pois muitos dos atletas mais bem ranqueados já passaram dos 35 anos.

“Eu quero a vitória. Sempre falo que temos de ter os pés no chão. Sei que estou chegando agora e tenho um longo caminho para percorrer, mas agora quero vencer e buscar o meu lugar ao sol”, avisa o lutador de Curitiba, ansioso para chegar o momento de seu combate no UFC São Paulo.

Quem também espera brilhar é Thiago Marreta. Uma sequência de lesões de outros lutadores mudou radicalmente o status dele no UFC São Paulo. O brasileiro será a estrela da luta principal e vai enfrentar Eryk Anders, adversário que foi definido apenas na segunda-feira. Inicialmente, o atleta nem estava no card do UFC São Paulo.

“Quando recebi a notícia que o Manuwa tinha se contundido, fiquei com receio de que a luta fosse cancelada. Mas logo me deram outro adversário e fiquei tranquilo. É pouco tempo, mas aproveitei esses últimos dias para me adaptar ao estilo do novo adversário, que é um lutador completamente diferente. A estratégia muda um pouco, mas estou preparado”, avisou.

Nesta sexta-feira, na pesagem, a entrada do público no ginásio do Ibirapuera será a partir das 15h, em uma tarde que terá sessão de fotos e autógrafos com a presença de atletas, evento de perguntas e respostas com Pedro Munhoz e Paulo Borrachinha, às 17h. Pouco depois, às 18h, começa a pesagem.

 

 

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