Jae C Hong/ AP
Jae C Hong/ AP

Bolsa de Mayweather contra Pacquiao bate nos R$ 882 milhões

Luta considerada 'do século' é neste sábado, em Las Vegas

O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2015 | 07h00

Floyd Mayweather gosta de ostentar sua riqueza e neste sábado o lutador norte-americano terá alguns milhões a mais de motivos para ser chamado de Rei Midas de Las Vegas. Em outro de seus episódios, Mayweather animará mais uma vez a Meca do Jogo com a maior luta já acertada na história do boxe profissional.

Neste sábado, ele enfrentará Manny Pacquiao, com três títulos dos meio-médios em disputa. Sua bolsa estimada é de US$ 300 milhões (R$ 882,6 milhões), e ainda pode aumentar com as vendas de pacotes pay-per-view. O americano tem garantido 60% desse montante, com o restante para o lutador filipino.

"Estou lá em cima. Sou a cara do boxe e estou dedicado com a minha tarefa. Eu sou o 'Money' e faço muitas pessoas ganharem montantes de dinheiro também", destaque Mayweather em uma de suas muitas declarações prévias ao combate. 

A luta de setembro de 2013, quando venceu o mexicano Saúl 'Canelo' Alvarez, significou um recorde inédito de pay-per-view doméstico (150 milhões de pessoas) e expectadores ao vivo (mais de 20 milhões). Estas cifras cairão no esquecimento quando se contabilizar o arrecadado no combate deste sábado. O promotor Bob Arum, representante de Pacquiao, estima que "a luta chegará, no mínimo, em 3 milhões de casas, mas há tanto interesse que pode chegar a 4 milhões. Isso é uma loucura."

Quando deixou de ver o boxe como um meio de ganhar a vida e passou a olhá-lo com a perspectiva de um negócio rentável, Mayweather decidiu mudar a alcunha de "Prett Boy" (Garoto Bonito) pelo de "Money" (Dinheiro). Já faz quase 20 anos que Mayweather se assentou em Las Vegas, e desde então se converteu na referência da Cidade do Pecado. Las Vegas esteve à beira de quebrar há cinco anos, quando especulações imobiliárias inflaram os preços e criaram uma bolha que deixou a economia arruinada, milhares de falências e um bom número de suicídios.

Uma das maiores válvulas de escape da cidade para sair de crise foi o lutador. Desde que "Money" firmou seu contrato com a empresa de televisão Showtime por seis lutas milionárias, a indústria do jogo em Las Vegas tem crescido 6,6% em comparação com 2012. Não por acaso, a petição dos principais empresários e autoridades locais, um juiz de Las Vegas adiou a detenção de Floyd Mayweather por violência doméstica para que ele pudesse lutar em 5 de maio de 2012, contra o porto-riquenho Miguel Cotto.

CIFRAS 

A "loucura" dita por Arum se manifesta nas cifras nunca antes negociadas. O preço de um quarto simples no hotel MGM Grand, palco da luta, entre sexta-feira e sábado é de US$ 1.600 (R$ 4.707,52), 13 vezes superior à taxa de domingo. Das 150.544 vagas hoteleiras da cidade, só 5% estão disponíveis, e a preços exorbitantes. As companhias aéreas têm preferido aviões maiores e milhares de turistas chegam diariamente ao Aeroporto Internacional McCarran em busca de um pedaço de glamour neste evento.

A arena do MGM Grand estará lotada com todos os 16.800 lugares vendidos, alguns deles comercializados por pouco mais de US$ 300 mil (US$ 882 mil) por uma cadeira próxima ao ringue. E tudo isso tem caracterizado um homem que encarna o chamado "sonho americano". Um menino pobre, nascido em uma família disfuncional, com pais drogados e que um dia se propôs a ser milionário. E ele chegou lá. "Quando tinha 12 anos, um dia cheguei do ginásio e meu pais estavam discutindo. Fui para a cama e pensei: 'vou ser o homem mais rico do mundo', e desde então tenho perseguido este sonho."

Notícias relacionadas
Tudo o que sabemos sobre:
BoxeFloyd Mayweatherpacquiao

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.