Maxim Shipenkov/EFE
Maxim Shipenkov/EFE

Judô do Brasil tem a pior participação dos últimos 6 anos

Com dois bronzes no Mundial, resultado preocupa para a olimpíada

O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2015 | 13h45

Atualizado às 17h (para correção de informações)*

Após uma semana com resultados nada animadores, a participação brasileira no Mundial de Judô terminou de forma decepcionante. No último dia das disputas individuais, os peso pesados entraram no tatame com a responsabilidade de ao menos tentar fazer o País se aproximar da meta estabelecida pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), mas sequer alcançaram a terceira rodada. O Brasil terminou com apenas duas medalhas de bronze.

Luciano Corrêa (até 100 kg) e David Moura (acima de 100 kg) venceram apenas uma luta, enquanto Rochele Nunes e Maria Suelen Altheman (ambas acima de 78 kg) foram eliminadas logo na primeira rodada.

Assim, o País teve seu pior desempenho em mundiais desde a edição de Roterdã, em 2009, quando ficou sem medalhas. Neste ano, as medalhas foram conquistadas por Érika Miranda (até 52 kg) e Victor Penalber (até 81 kg). Semana passada, Ney Wilson, gestor de alto rendimento da CBJ, havia afirmado que a meta era “chegar a quatro ou cinco medalhas, fazer pelo menos duas finais e apresentar um rosto novo no masculino.”

Nomes de peso, como a atual campeã olímpica Sarah Menezes (até 48 kg) ou as campeãs mundiais Rafaela Silva (até 57 kg) e Mayra Aguiar (até 78 kg) não chegaram nem perto das disputas por medalhas. A um ano dos Jogos do Rio, o desempenho é preocupante – o judô é uma modalidade vital pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para que o País cumpra a meta de terminar a olimpíada entre os dez melhores no quadro geral de medalhas.

LUTAS

Neste sábado, o meio pesado Luciano Corrêa venceu por um shido o húngaro Miklos Cirjenics, mas na sequência foi derrotado pelo britânico Benjamim Fletcher. O peso pesado David Moura, ouro no Pan-Americano de Toronto, passou pelo letão Vladomirs Osnachs na estreia, mas em seguida perdeu para o japonês Ryu Shichinore.

No feminino, Rochele Nunes e Maria Suelen Altheman perderam logo de cara para a chinesa Sisi Ma e a sul-coreana Mijeong Kim. Maria Suelen, prata nas últimas duas edições, abandonou a luta com uma lesão no joelho.

No ano passado, ela e Rafael Silva tinham conseguido deixar o judô brasileiro dentro da meta estabelecida ao conquistar medalhas no último dia, mas a gaúcha repetiu o desempenho e Rafael Silva não participou deste Mundial por estar machucado.Hoje ocorre a disputa por equipes, que não faz parte do programa olímpico do judô.

*Nota da redação - Diferente do que foi publicado na primeira versão, esse foi o pior desempenho do Brasil em mundiais desde 2009, não 1999, como havia sido informado. A versão corrigida foi para o ar às 17h.

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