Brasileiros perdem para russos em card preliminar do TUF

Paulo Thiago e Rodrigo Damm são derrotados na pontuação dos juízes, mas Pezão ganha por nocaute

Bruna Toni, Fernando Arbex e Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

31 de maio de 2014 | 23h45

SÃO PAULO - Os lutadores brasileiros terminaram em desvantagem no confronto direto com os russos, no card preliminar do TUF Brasil Finale 3, na noite deste sábado. Paulo Thiago e Rodrigo Damm foram derrotados na pontuação dos juízes em lutas de pouca emoção contra Gasan Umalatov e Rashid Magomedov, respectivamente. Todos os outros embates da primeira série do evento acabaram antes do gongo final, com destaque para a finalização de Elias Silvério e o nocaute de Marcos Pezão Lima.

Confira abaixo o resumo dos combates:

Pedro Munhoz vence Matt Hobar por nocaute técnico no primeiro round.

Pedro Munhoz achou rapidamente a distância e seus diretos de direita entraram um atrás do outro na cara do oponente, até ele acuar o Matt Hobar e conectar um chute alto na cabeça do rival. Desesperado, o norte-americano ainda absorveu um cruzado de direita enquanto tentava circular para longe do brasileiro. Munhoz quedou o adversário na sequência e tentou finalizar a luta com uma guilhotina, sem sucesso, mas em seguida ele se levantou, derrubou Hobar mais uma vez e terminou a luta batendo até que o árbitro interrompesse.

Marcos Pezão Lima vence Rick Monstro por nocaute no primeiro round.

Pezão começou a luta de forma agressiva e arriscou um chute alto nos primeiros segundos. Monstro se defendeu e buscou o clinch, posição em que os adversários trocaram golpes e, assim que se separaram, Pezão acertou um cruzado de direita e conseguiu um knockdown. Rick caiu e foi acertado com uma série de socos antes que pudesse se recuperar, perdendo a luta por nocaute após apenas 20 segundos do início do confronto.

Ricardo Demente Abreu venceu Wagnão Silva por finalização no segundo round.

Demente acuou seu rival durante quase todo o primeiro round e encontrou sucesso com a combinação de jab com o overhand de direita, seu soco mais forte. Wagnão circulava muito próximo à grade e rodou em muitas vezes na trajetória da mão direita do oponente, chegando a sofrer knockdown. Ele só foi contundente quando conseguiu combinar seu jab de encontro com chutes em alturas variadas. No segundo assalto, Demente manteve a agressividade e revidou um golpe sofrido na cabeça com um cruzado de esquerda. Depois, ele foi para cima de Wagnão para terminar a luta, montou, acertou socos até seu adversário ceder as costas e finalizou com um esgana-galo.

Kevin Souza venceu Mark Eddiva por nocaute técnico no segundo round.

Kevin começou a luta agressivamente, mas logo sua movimentação de entrada e saída do raio de ação do adversário foi decifrada e ele foi acertado com alguns contragolpes, inclusive um cruzado de esquerda que o derrubou. Eddiva se defendeu das tentativas de finalização do brasileiro e acertou bons socos por cima, até que eles se levantaram e Kevin conseguiu machucar o oponente com socos em sequência. Porém, o round terminou sem que ele pudesse definir a luta. Kevin voltou com um ritmo menos acelerado e sofreu muitos chutes na perna, mas acertou o filipino com contundência na reta final do assalto. Faltando 20 segundos para o intervalo, o árbitro interrompeu o combate mesmo com Eddiva ainda de pé, porque o lutador não respondia à combinação de socos na cabeça e no corpo.

Gasan Umalatov venceu Paulo Thiago por decisão unânime dos juízes (triplo 30 a 27, 30 a 27 e 29 a 28).

Os atletas começaram com um ritmo lento, mas pouco a pouco Umalatov passou a encaixar os melhores golpes, inclusive chutes rodados. Muito passivo, Thiago não conseguia agredir o oponente e levou desvantagem também na briga por posições no clinch, terminando o primeiro round sendo empurrado contra a grade. O panorama da luta em pé se manteve o mesmo no recomeço do combate e o russo quase liquidou a fatura ao acertar um cruzado de esquerda seguido de uma série de socos. Caído, Thiago apanhou bastante no chão e se levantou, mas só levou perigo ao rival quando o derrubou no fim do assalto e o golpeou com socos enquanto ele se levantava apoiado na grade. No último período, o brasileiro não mostrou o senso de urgência necessário em um momento em que só nocaute ou finalização interessavam e os lutadores ficaram trocando golpes na longa distância, sem tanta contundência. O russo dominou o oponente no clinch e ensaiou uma pressão na luta em pé antes do gongo final. Vitória clara de Gasan Umalatov.

Elias Silvério venceu Ernest Chávez por finalização no terceiro round.

Os lutadores pouco conseguiram se agredir com contundência no primeiro round. Silvério arriscava chutes na perna do rival e frontais no tronco para segui-los de socos, enquanto Chávez tentava pegar o tempo dos chutes do brasileiro para contra-atacar. Porém, eles só conseguiram acertar golpes significativos no último minuto do assalto. No recomeço, os jabs que Silvério passou a colocar começaram a incomodar o rival, que andava para trás e era acertado com chutes no corpo. Chávez se perdeu no combate por não conseguir fazer a leitura de com qual golpe e com qual altura a perna do brasileiro ia atingi-lo, e ele terminou o round mais preocupado com a defesa, principalmente das joelhadas de muay thai. Silvério voltou para o último período tendo sucesso com sua variação de ataques, fosse com as pernas ou com as mãos, principalmente quando conseguia acertar um jab no início da sequência. Faltando 39 segundos para o gongo final, o brasileiro encaixou mata-leão após quedar e pegar as costas de Chávez, vencendo por finalização.

Rashid Magomedov venceu Rodrigo Damm por decisão unânime dos juízes (triplo 30 a 27).

Os lutadores ficaram a maior parte do primeiro round trocando chutes, os mais contundentes acertados por Magomedov com a perna da frente, a esquerda. Damm crescia no minuto final do assalto, mas sofreu knockdown em um soco de encontro. O russo chutou consecutivamente as pernas do brasileiro, que estava de costas para o chão, até o assalto terminar. O período seguinte foi mais do mesmo, com Damm parado à frente do rival e absorvendo chutes no corpo e na perna, revidando em menor proporção. Quando tentava encurtar com socos, o brasileiro se expunha aos contragolpes do adversário. Especialista na luta agarrada, o brasileiro só tentou derrubar quando faltavam 30 segundos para o fim do round, sem sucesso. Depois de ser derrotado em dois assaltos, Damm perdeu muito tempo no último tentando derrubar o Magomedov – após nova série de caneladas do russo – e não conseguiu a virar a luta no último um minuto em meio.  

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