Felipe Morozini/Nike
Felipe Morozini/Nike

Campeã olímpica no Rio-2016, judoca Rafaela Silva dará palestra em Harvard

"Acho um privilégio enorme, né? Quando comento com alguém, a reação da pessoa na hora é ‘nossa, que top hein!’"

Catharina Obeid e Paulo Favero, Estadão Conteúdo

05 de abril de 2018 | 21h18

Rafaela Silva foi ausência no treino da seleção brasileira de judô nesta quinta-feira, em Pindamonhangaba (SP). Ela viajou e será uma das participantes da Brazil Conference at Harvard & MIT, evento organizado por estudantes nos Estados Unidos e que terá diversos nomes de peso. A judoca campeã mundial e olímpica no Rio-2016 vai dar uma palestra para contar a sua história de vida nesta sexta.

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"Acho um privilégio enorme, né? Quando comento com alguém, a reação da pessoa na hora é ‘nossa, que top hein!’ Estou assustada de tanto que falam da Universidade. Poder falar sobre minha trajetória num lugar grandioso desse acho que até renova as energias. Saí de uma comunidade e estou levando minha história para um dos lugares mais respeitados do mundo", disse a atleta.

A judoca cresceu na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro, em um local considerado violento. Pelo esporte, ela superou todas essas dificuldades e começou a mostrar talento nos tatames em um projeto social. Foi campeã mundial júnior em 2008 e adulta em 2013. Depois, nos Jogos de 2016, ganhou o ouro olímpico.

Para Ney Wilson, gestor de alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), é um orgulho imenso para a entidade a presença de Rafaela Silva em Harvard. "Isso transcende o espaço do tatame e ela conseguiu absorver isso bem. Ela realmente não só transformou a vida dela, mas transforma a vida de muitos com o bom exemplo que ela é. Acho que isso deixa toda a comunidade do judô orgulhosa por ter ela lá nos representando", afirmou.

O dirigente lembrou que ela vai encarar a empreitada como se fosse uma competição, com naturalidade. "Ela vai poder mostrar como ela cresceu, como ela pôde sobreviver em um ambiente frágil como o que ela vivia, sair de lá e se tornar um ídolo, um exemplo para muitos. Ela tem uma capacidade que muitos que têm formação têm dificuldade: encontrar um auditório lotado com mil pessoas".

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