Kevork Djansezian/ UFC
Kevork Djansezian/ UFC

Cercado de polêmicas, UFC 232 marca o retorno de Jon Jones ao octógono

Ex-campeão comanda a luta principal do evento contra Alexander Gustafsson

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2018 | 04h34

Cercado de polêmicas, o UFC 232 marca o retorno de Jon Jones ao octógono. A edição conta com um novo caso de doping envolvendo o astro que comanda a luta principal da noite deste sábado contra Alexander Gustafsson pelo cinturão vago dos meio pesados e uma repentina transferência do evento de Las Vegas para Los Angeles.

Desta vez, o americano foi o motivo da mudança de local do evento após um exame antidoping encontrar resíduo da substância proibida turinabol no corpo do lutador. Assim, a Comissão Atlética de Nevada vetou a participação do ex-campeão apenas em Nevada, mesmo com a liberação da Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA), o que causou a transferência do evento para Los Angeles com apenas menos de uma semana para sua realização.

A USADA, responsável pelo controle antidopagem no UFC, assegurou que a quantidade de turinabol encontrada é residual da ingestão pela qual Jon Jones foi punido por 15 meses em julho de 2017 e insignificante para seu rendimento. Sendo assim, a decisão do Ultimate foi manter o seu show principal neste sábado.

Considerado um dos grandes nomes no UFC, Jon Jones acumula problemas fora dos octógonos. Sua punição em 2017, após ser flagrado no antidoping, fez com que o lutador perdesse o título da categoria meio pesado. Dois anos antes, em abril de 2015, ele também chegou a ficar sem o cinturão. Na ocasião, se envolveu em um acidente automobilístico e fugiu do local sem prestar socorro.

Apesar das novas confusões, o americano garante que vai voltar a trilhar o caminho que resultou em vitórias dentro da organização. "Eu me libertei de tudo. Muitos lutadores do passado falam 'por isso que ele me venceu, ele tinha algo no corpo', e eu entendo porque eles fazem isso, eles precisam se sentir melhor. Eu sei o que fiz, todos os exercícios, os treinos", disse em entrevista coletiva.

"Depois que vencer Gustafsson, voltarei ao caminho que sempre estive: o de ser um dos melhores de todos os tempos. E sei disso no meu coração, não importa quem acredita em mim. Eu estou em um lugar interessante no UFC agora. Sou um atleta polarizador, e isso vai me seguir", completa Jon Jones.

Já para Gustafsson, a decisão do UFC em permanecer com a luta prejudica apenas os fãs. "Estou feliz que vou lutar. Me sinto mal pelos fãs, famílias e amigos, mas eu sou flexível. Não me importa se ele estiver usando combustível de foguete, eu vou vencê-lo de qualquer maneira", afirma.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.