No card há 15 dias, Corey Anderson está relaxado por luta em SP

'Maldonado está em casa, se perder, será em frente suas pessoas'

Rafael Pezzo, O Estado de S. Paulo

07 Novembro 2015 | 07h00

O norte-americano Corey Anderson chegou ao UFC após vencer a 19ª edição do reality show The Ultimate Fighter, nos Estados Unidos. Aos 26 anos, o lutador se prepara para enfrentar seu adversário mais experiente de sua carreira, o brasileiro Thiago Maldonado, o "Caipira da Aço", de 35 anos.

"Acredito que é uma grande oportunidade. Desde que entrei me colocaram para lutar com atletas mais experientes por causa do meu passado no wrestling. Não vejo isso como uma desvantagem", respondeu o atleta no encontro com os jornalistas durante o UFC Media Day, nesta quinta-feira, em São Paulo. "É algo com o qual estou aprendendo ainda. Porque ele parece outro tipo de lutador. Ele sabe mais sobre os lutadores pela experiência, então, se ele me atacar com alguma coisa diferente, eu posso aprender depois vendo o vídeo."

 

Corey só foi escalado para o UFC Fight Night no último dia 20 de outubro após Tom Lawllor, então adversário de Maldonado, ter se machucado. Ainda que o convite tenha sido feito com apenas 18 dias de antecedência ao combate, o americano não foi pego de surpresa pela ligação de Dana White.

"Não importa quando me liguem, eu estou sempre preparado, eu estou sempre na academia. Quando me ligaram dessa vez, disse 'Ok, vamos nessa'. Quando eu treino, eu não olho para calendário, 'Ok, vou treinar para esse lutador'. Eu estou sempre lutando para ser o melhor lutador. Estou preparado para derrotar qualquer um", completou Anderson.

O evento no Ginásio do Ibirapuera será o primeiro do americano no Brasil. Ele compartilha da opinião de seu oponente, ao afirmar que não sente medo ou pressão por estar no País do adversário. "Eu sei será algo louco, mas sem pressão. Pressão é maior sobre ele, por estar em casa. Em casa você recebe todo o amor por estar em casa, mas se você perde, você perde em frente das suas pessoas."

A dois dias da luta, ele afirma que já recebeu provocações nas redes sociais, mas não esquenta a cabeça, já que "isso faz parte do esporte". "Quando entro no octógono, ali é minha casa. Como um animal em uma jaula. Quando ouço o sino atrás de mim, é como se estivesse em casa e acordasse pronto para lutar."

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