Reprodução/Facebook
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Cris Cyborg afirma que substância era usada em tratamento e pede desculpas

Lutadora brasileira publicou comunicado afirmando 'ser uma atleta limpa' e que quer voltar a lutar em breve

O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2016 | 22h16

A brasileira Cris Cyborg veio a público para se defender após a notificação de possível falha no exame antidoping para o qual testou no início deste mês. Ela estava em processo de recuperação após vencer a sua segunda luta pelo UFC, quando foi citada pela Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada, em inglês) para uma substância até então não identificada.

Mesmo estando fora do período de lutas, Cyborg revelou ter sido flagrada pelo uso de Espironolactona - uma substância diurética que trabalha na absorção de sais pelo organismo. A explicação, segundo a lutadora, é o fato de ela estar em processo de recuperação após ter se esforçado em excesso para cortar o peso antes da última luta.

Em sua defesa, Cris afirmou que realizou testes antidoping por 14 vezes desde que entrou no programa da Usada, e que nunca havia sido flagrada. Ela disse, ainda, que está feliz pela criação da categoria de 145 libras (aprox. 65kg) pelo UFC e que pretende voltar a lutar novamente pelo cinturão quando ela se recuperar completamente.

Confira o comunicado oficial da lutadora brasileira:

"Fui notificada hoje pela Usada por uma provável violação em uma amostra retirada fora do período de competições coletada em 05 de dezembro.

A Usada é uma administradora independente da política antidoping do UFC e ficará responsável pelo caso e pelas sanções que forem impostas.

Foi trazido ao meu conhecimento que minha amostra recente continha uma substância proibida conhecida como Espironolactona. A substância é parte de um tratamento terapêutico que está sendo adminstrado pelo meu médico desde o dia 26 de setembro, e é esperado que dure por um período de não menos que 90 dias, necessitando de exames de sangue para conclusão. Somado ao tratamento, eu fui vetada de entrar em treinos para novas competições ou tratamentos de perda de peso durante o período de recuperação. Por essas razões que eu recusei a primeira luta do novo cinturão de 145 libras.

Tenho orgulho de ser membro da Usada, e de ser a primeira atleta a completar 1 ano de testes no programa antes de lutar pelo UFC.

Fui testada 14 vezes desde que entrei no programa, duas no último bimestre de 2016, e nunca fui flagrada em nenhuma amostra.

Meu médico tem experiência com a Usada e me informou que não era necessário nenhum passo adicional para a provação do tratamento feito por mim após minha luta no UFC Brasília.

Estamos cooperando com a Usada neste momento e já iniciamos o processo para pedir isenção retroativa pelo uso terapêutico.

Aos meus fãs que estão desapontados com a notícia, peço desculpas.

Vocês podem ter certeza que a substância em questão não traz melhoria no desempenho, e é necessária para o meu tratamento específico. Tenho confiança de que sou uma atleta limpa.

Espero que a minha experiência atual traga ciência dos perigos do corte de peso. Eu cortei peso três vezes em oito meses para duas lutas na categoria de 140 libras. É por causa das medidas necessárias para a luta ocorrida em 24 de setembro que o meu corpo está precisando desse tratamento.

Estou feliz que o UFC criou a categoria 145 libras e espero conseguir lutar nela uma vez que meu corpo esteja recuperado e pronto para competir. Maiores informações ou comunicados serão providos no momento apropriado conforme o processo for avançando."

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