Buda Mendes/ UFC
Buda Mendes/ UFC

Cyborg reclama por não disputar o cinturão inaugural da nova divisão no UFC

Brasileira diz se sentir 'desrespeitada' após decisão do Ultimate

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2016 | 12h12

Após oficializar a nova categoria peso-pena (65,7 kg) feminino no UFC, o Ultimate divulgou que a ex-campeã peso-galo, Holly Holm,  e a holandesa Germaine De Randamie disputarão o cinturão inaugural da nova divisão, que acontecerá no dia 11 de fevereiro, em Nova York. Quem não esperava essa decisão era a brasileira Cris Cyborg, que desabafou e reclamou após o anúncio.

A lutadora, que já tinha recebido o convite de Dana White, presidente da principal organização de MMA do mundo, pediu mais tempo para se preparar. "Eu não recusei a luta, eu pedi para lutar em março. Dez anos sem divisão e sem respeito", escreveu em sua conta no Twitter.

Durante entrevista ao site MMA Fighting, Cyborg foi além. "Faz 11 anos que luto para que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens com várias categorias. Todo mundo sabe que eu sou a campeão peso-pena. Estou invicta há dez anos na minha categoria," e completa,  "eles colocam esse cinturão apenas para vender a luta para os novos fãs de MMA. Por exemplo, Holly vem de duas derrotas consecutivas e vai lutar pelo cinturão. Os fãs de verdade sabem o que é real".

A curitibana reforçou a falta de critério da organização na escolha da lutas e disse não saber se poderá enfrentar a vencedora do combate no UFC 208. "A última luta na divisão masculina peso-pena tinha um cara que não perdia há dez lutas enfrentando um que tinha uma vitória e cinco derrotas em suas últimas lutas. Outros lutadores, como eu, precisam esperar para lutar. Estou lutando pela minha divisão há dez anos, e até outro dia o Dana dizia que não haveria mulheres lutando. Essa é a nossa realidade".

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