USA Today Sports
USA Today Sports

Dan Henderson quer se aposentar no topo com vitória sobre Belfort

Luta em SP receberá um cartel somado de quase 80 lutas e 7 títulos

Rafael Pezzo, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2015 | 07h00

No próximo dia 7 de novembro, o norte-americano Dan Henderson virá ao Brasil para realizar a primeira das suas duas últimas lutas do atual contrato com o UFC. Aos 45 anos, Hendo completará uma trilogia contra Vitor Belfort, rival com o qual possui uma derrota e um empate. Em entrevista exclusiva ao Estado, o californiano de 45 anos reconheceu que não tem "muitas lutas pela frente", mas garante que vitória o faria terminar a longa carreira "no topo".

O UFC Fight Night, que acontecerá no Ginásio do Ibirapuera, terá um evento principal com cartel somado de quase 80 lutas (43 de Henderson e 35 de Belfort) e sete cinturões. O retrospecto supera a idade dos lutadores (45 de Hendo e 38 de Belfort), e se engana o torcedor que projeta uma luta previsível. "Eu tenho certeza que os torcedores sabem meu estilo, o do Belfort e que isso não vai mudar muito. Mas os fãs também sabem que verão muita agressividade, dois caras que são bastante perigosos e deverá ser bastante empolgante para eles."

O primeiro confronto entre ambos foi em 2006, pelos pesos-médios do Pride, em Las Vegas. Na ocasião, Henderson se deu melhor, com uma vitória por decisão unânime dos juízes após três rounds de cinco minutos. No último embate, em 2013, o brasileiro nocauteou Henderson com apenas 1min17seg do primeiro assalto. A derrota relâmpago, no entanto, não influenciou a preparação do norte-americano para a luta de novembro. "Às vezes aquilo acontece. Eu cometi um erro. É através dos erros que aprendo e espero não cometê-los novamente. Só quero ir lá e lutar da maneira que sei, do jeito que sou capaz."

Dan Henderson estreou nas artes marciais mistas justamente no Brasil, em 1997. Apesar da pressão dos torcedores locais, o americano não sente muita influência das arquibancadas, já que possui três vitórias e uma derrota no País. "Os fãs são bastante apaixonados por aí. Me sinto bem confortável lutando no Brasil, sim, até quando os torcedores gritam que eu vou morrer, eu estou bem com isso", respondeu. 

Após a queda para Belfort em 2013, o lutador acertou um novo contrato com o UFC para outros seis eventos, sendo que a luta do próximo mês a quinta deste vínculo. Perguntado sobre uma possível despedida no Brasil, já que iniciou no MMA no País, o norte-americano deu risada. "Essa (luta) não será a minha última. Não tenho ideia de onde (a última) será. Mas eu não pensaria no Brasil, pensaria em fazê-la mais perto de casa, onde mais familiares e amigos pudessem ir. Ainda não considerei muito isso."

DOPING

No último dia 12 de outubro, o ex-campeão dos médios e meio-médios do extinto Pride foi submetido a testes pela Agência Anti-Doping dos Estados Unidos durante a primeira fase da nova política contra substâncias ilegais implantada pelo UFC. Em 18 anos da carreira, Henderson nunca foi flagrado nesse tipo de exame. Anteriormente, no entanto, fez uso de TRT, a Terapia de Reposição de Testosterona, que passou a ser considerada ilegal em fevereiro de 2014. 

Quanto aos casos mais recentes desse tipo, a exemplo de Anderson Silva e Nick Diaz, Hendo se posiciona completamente contra, vendo os flagras como prejudiciais à modalidade. "Não é bom para o esporte. Fico decepcionado quando lutadores usam esses tipos de substâncias e são flagrados com elas. É bem errado. Mas é algo com o qual nunca me envolvi, nunca usei nada que fosse ilegal. Isso me desanima porque eu faço parte do esporte há um bom tempo e quero que outros atletas o representem bem."

 

Tudo o que sabemos sobre:
lutasufcdan hendersonvitor belfort

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.