UFC
UFC

Demian Maia fala sobre desafio no Chile e próximos objetivos no UFC

Brasileiro encara o nigeriano Kamaru Usman no combate principal do UFC Chile

Entrevista com

Demian Maia

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2018 | 07h03

Os brasileiros estão próximos de dar adeus para mais um dos maiores nomes do País no MMA, ainda mais depois que Vitor Belfort pendurou as luvas. Desta vez, Demian Maia é quem está na contagem regressiva para anunciar sua aposentadoria. Com contrato de apenas mais quatro lutas no UFC, o paulista encara o nigeriano Kamaru Usman no combate principal do UFC Chile, neste sábado.

+ Amanda Nunes atropela americana, defende o cinturão e completa show brasileiro no UFC Rio

Demian chega para o duelo com apenas quatro semanas de preparação - ele aceitou a luta após Santiago Ponzinibbio sair do card por lesão. Agora, ele encara mais um desafio em sua carreira visando novos recordes e, é claro, uma nova chance de disputar o título da categoria. "O meu adversário é um cara que nunca perdeu. É um cara duríssimo. Eu sei que a mentalidade dele é de confiança, eu também já estive desse lado. Essa luta me coloca de novo na linha do cinturão", disse, em entrevista exclusiva.

Como está a expectativa e a preparação para enfrentar o Usman?

Está bem grande, porque eu tive pouco tempo de preparação para esse luta. É um combate atípico, o UFC autorizou que eu lutasse aqui no Chile e nós acabamos fechando a luta quatro semanas antes. Uma preparação ideal é de nove a dez semanas. 

Qual foi a motivação para aceitar mais um combate com tempo curto de preparação?

  

Eu queria vir aqui (no Chile) porque é o primeiro evento na América do Sul fora do Brasil, é uma evento histórico. Fazer a luta principal é algo que tem muito apelo para mim. Fora o fato de eu ter vindo aqui anos atrás para começar a divulgar o MMA e o UFC, conversar com a mídia e ensinar para eles o que era esse esporte.

Também aceitou esse desafio acreditando que uma vitória poderá trazer outra oportunidade de disputar o cinturão da categoria?

Com certeza, isso também é um dos fatores que me fez aceitar a luta. O meu adversário é um cara que nunca perdeu. É um cara duríssimo. Eu sei que a mentalidade dele é de confiança, eu também já estive desse lado, já fiquei onze lutas invicto como ele está agora. Também já lutei e já ganhei de outras pessoas que estavam há onze lutas sem perder. Eu conheço os dois lados. Essa luta me coloca de novo na linha do cinturão.

Acredita que a sua experiência dentro da organização será o diferencial para garantir a vitória sobre um rival invicto?

Acredito que sim. Isso já aconteceu antes, contra outros rivais. Acho que essa experiência com certeza ajuda, mas é como eu disse: é um adversário muito bom e que vem em uma sequencia muito boa. Fácil não é, mas eu gosto de desafios e eu estou pronto para enfrentar esse.

A preparação foi o seu principal desafio para esse combate?

É claro que a preparação é uma desvantagem, mas existem todos os outros fatores que me fizeram aceitar essa luta. Não acho que isso vai me atrapalhar, por mais que eu tenha feito um camp curto. Acredito que estou bem preparado e cheguei em um bom nível físico e técnico para o combate. Se eu tivesse certeza que não ia conseguir chegar relativamente bem eu não teria aceitado. Acredito que vou ter possibilidades de lutar de igual para igual.

Acredita que consegue finalizar essa luta antes de todos os assaltos?

Espero que eu ganhe e que tenha poucos assaltos. É o que eu sempre espero. A luta perfeita para mim é ganhar no primeiro round por finalização, mas isso é impossível prever. O MMA é tão dinâmico que não tem como você ter a mínima ideia do que vai acontecer.  

Quantas lutas você ainda tem no contrato com o UFC?

Agora são quatro lutas. Depois de sábado eu tenho mais três e depois dessas quatro lutas eu pretendo parar.

O que esse combate significa na etapa final da sua carreira?

Significa me colocar diante de um desafio sem tanta preocupação com o que vai acontecer, mas me preocupando em fazer o melhor possível dentro de um desafio gigante que é lutar contra esse adversário em um camp de treinos curto.

Tem algum objetivo no UFC que você ainda pretende alcançar antes de anunciar a aposentadoria?

Tem alguns. Eu já sou o brasileiro com o maior número de vitórias de todos os tempos e estou em segundo lugar com o maior recorde de vitórias de todas as nacionalidades. Quero lutar por esse recorde. Além disso, também quero entrar no recorde de maior número de finalizações. E, se eu ganhar neste sábado, quero ter a chance de disputar o título do meio médio de novo.

Tem uma perspectiva de data para a sua aposentadoria?

Eu pretendo lutar até o ano que vem. Não porque eu esteja me sentindo fisicamente em declínio, pelo contrário, eu me sinto muito bem. Mas porque eu tenho outros projetos que eu quero fazer e pretendo me dedicar. Quando estamos em um esporte de alto rendimento não tem como você se manter no topo sem fazer da sua vida aquilo.

Quais são os próximos planos após o UFC no Chile?

Agora eu não estou pensando no Usman. Meu plano é fazer essa luta da melhor maneira possível e depois ver o que vai se desdobrar daqui para frente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.