Tertius Pickard / AP Photo
Tertius Pickard / AP Photo

Derrotado, Pacquiao pede revisão do resultado da sua luta com Horn

Filipino e sua equipe contestam penalizações não marcadas em cabeçadas e outros movimentos do adversário

Estadão Conteúdo

05 de julho de 2017 | 10h18

Manny Pacquiao pediu a Organização Mundial de Boxe (OMB) para que aceite a petição das autoridades esportivas das Filipinas e revise a sua derrota na luta pelo título dos meio-médios contra o australiano Jeff Horn, alegando que não deseja ver a indústria do boxe "morrendo por uma decisão injusta e oficialista".

Embora Pacquiao declarou inicialmente ter aceitado a derrota para Horn, que conquistou o seu primeiro título na "Batalha de Brisbane", ele disse nesta quarta-feira que como boxeador e senador nas Filipinas "tenho a obrigação moral de manter a esportividade, a verdade e a justiça aos olhos do público".

Pacquiao citou uma petição da Junta do Esporte do Lazer das Filipinas ao presidente da OMB, o porto-riquenho Francisco Valcárcel, para uma revisão completa da atuação do árbitro e dos juízes. Ele acrescentou que a organização deve tomar medidas "para evitar acabar com o interesse das pessoas no boxe".

Em sua carta de 3 de julho a Valcárcel, o presidente do órgão filipino, Abraham Kahlil Mitra, e outros dois dirigentes expressam sua preocupação por "possíveis erros do árbitro e dos outros três juízes da luta".

"Solicitamos uma análise aprofundada da OMB dos possíveis erros do árbitro, nos quais não foram feitas algumas reduções e sobre os juízes em sua decisão, que causou opiniões díspares sobre sua objetividade", indicou o comunicado.

Os treinadores de Pacquiao criticaram o árbitro por não ter feito mais para deter ou penalizar algumas ações de Horn, como cabeçadas e uso indevido dos braços para segurar o filipino. Além disso, mencionaram estatísticas que mostraram que Pacquiao, que sofreu dois cortes no rosto por cabeças, acertou o dobro de golpes.

Os três juízes da luta concederam a vitória a Horn, com um 117 a 111 e dois 115 a 113. Pacquiao possuía no contrato uma cláusula de revanche, o que poderá ocorrer até o final do ano.

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