Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

'É importante ter dias como esse para os Jogos Olímpicos', diz Teddy Riner

Judoca francês afirma que vai selecionar os próximos torneios para chegar forte em Tóquio e também ir para Paris-2024

Felipe Frazão / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2019 | 19h36

Maior judoca da atualidade, o francês Teddy Riner afirmou após vencer o Grand Slam de Judô em Brasília que vai selecionar os próximos campeonatos de que participará e que busca apenas o ouro na Olimpíada de Tóquio, em 2020. Aos 30 anos, ele disse que deseja parar de lutar nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

“Sinto-me muito bem e feliz. Hoje foi um grande dia. Eu treinei e trabalhei duro. É importante ter grandes dias como esse para os Jogos Olímpicos porque eu quero a medalha de ouro, não quero a de bronze ou de prata. Acho que é bom para o futuro quando eu luto como hoje ”, disse Riner. “É um projeto, meu alvo... Eu quero parar em Paris, mas a carreira é muito difícil. Meu primeiro projeto é Tóquio. E depois se meu corpo e minha cabeça estiverem bem vou a Paris para o final. Depois, nunca mais." 

O francês avaliou como positiva para sua preparação metal e de sua equipe a participação na etapa do Brasil. Ele revelou que vai fazer uma avaliação em reunião com seus treinadores sobre os pontos positivos e negativos para decidir a quais outras irá. A próxima deve ser Abu Dhabi, no fim deste mês, nos Emirados Árabes, e depois em Perth, na Austrália. "Treinamento e competição são totalmente diferentes", disse o judoca.

Teddy Riner elogiou o japonês Kokoro Kageura, que fez a luta mais difícil contra o multicampeão em Brasília, e disse que ele será um adversário complicado na Olimpíada de Tóquio, em 2020. “Diziam que ele era um belo lutador japonês, hoje lutei contra ele. Será um grande oponente no futuro. Tenho que tomar cuidado”, disse Riner.

'NÃO SOU POLÍTICO. POR ENQUANTO'

A vitória de Teddy levou não só o hino nacional francês a Brasília, mas também bandeiras do país nas arquibancadas, com as quais ele foi comemorar. Questionado pelo Estado sobre os desentendimentos públicos diplomáticos entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente francês, Emmanuel Macron, a respeito das políticas sobre a Amazônia, o judoca que é um dos ícones do esporte mundial, esquivou-se de comentar. 

"Sou um desportista, não um político, por enquanto", afirmou, embora tenha dito que se sensibiliza por temas políticos. "Sim, todos os dias, quando você é uma personalidade pública, todos querem a sua imagem. Eu, por enquanto, não sou polícito, sou um atleta. No futuro, seria uma nova carreira." 

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