LE Baskow/AP
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'É ruim para o esporte e para minha vida', afirma Anderson Silva

Lutador lamenta doping, mas espera voltar aos octógonos em 2016

O Estado de S. Paulo

04 Março 2015 | 12h34

Depois de se pronunciar nas redes sociais, o lutador Anderson Silva deu sua primeira entrevista nesta quarta-feira para comentar o caso de doping no UFC. Para o TMZ Sports, site de celebridades, o brasileiro nega saber o que aconteceu e se diz surpreendido com o resultado do teste. "Eu fiquei surpreso quando meu menager me ligou e disse: 'Você tem um problema porque foi pego no teste da comissão. Isso é ruim.' Eu disse: 'O que?' Eu não sei o que aconteceu."

O ex-campeão dos pesos-médios também refuta ter usado qualquer substância para ajudar na sua recuperação depois da fratura sofrida na perna esquerda na luta com Chris Weidman, em dezembro de 2013. "Preciso checar todos os suplementos que uso porque eu nunca falhei com a comissão e com o esporte. Eu estou muito feliz porque eu ajudo a comissão e a comissão me ajuda, trabalhamos juntos. Acho que isso é ruim para o esporte, é ruim para mim, para minha vida porque eu nunca usei nada para mudar a minha performance na luta", declara.

Spider confia que o caso não vai manchar sua reputação com os fãs do esporte. "Eu não acho, vou esperar meu médico e o médico da comissão pelos testes de todos os suplementos. Quando a comissão disser que acabou, vou voltar a lutar e vou falar com meus fãs."

Ele espera voltar ao UFC em 2016 e diz que aceitaria uma revanche com Nick Diaz. A equipe do adversário deseja que a luta, vencida pelo brasileiro por pontos, fosse anulada. "Eu estou pronto para a revanche, respeito a comissão agora. Quando tudo isso acabar, vou enfrentar o Nick de novo."

Anderson Silva foi flagrado no exame antidoping pelo uso de dois esteroides anabolizantes (drostanolona e androsterona) em exame surpresa realizado dia 9 de janeiro. A sua situação ficou ainda mais complicada quando foi anunciado que o teste no dia da luta com Nick Diaz também deu positivo para uma terceira substância, a benzodiazepina, que inibe a ansiedade. No dia 17 de fevereiro, Anderson Silva não compareceu à audiência da Comissão Atlética de Nevada, nos Estados Unidos, e apenas ouviu o pronunciamento por telefone. A entidade decidiu suspendê-lo temporariamente até seu julgamento, marcado para março.

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