AP
AP

Em clima tenso, Cormier tenta tirar cinturão de Jon Jones

Americanos lutam neste sábado em Las Vejas na edição 182 do UFC após semanas de trocas de provocações e até briga em hotel

O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2015 | 10h33

O ano do UFC começa com a luta que era uma das mais aguardadas para 2014. A edição 182 do evento será realizada neste sábado em Las Vegas e coloca em disputa o cinturão dos pesos meio-pesados entre o atual campeão, Jon Jones, e o desafiante, Daniel Cormier. 

Anteriormente a luta estava marcada para 27 de setembro de 2014. Mas cerca de um mês antes Jones machucou o tornozelo durante os treinos, o que levou o combate a ser remarcado para este sábado - os confrontos começam a partir das 22 horas (horário de Brasília).


Os dois americanos passaram os últimos dias trocando provocações e já tem um histórico de conflitos antigos, acentuado pela briga em um hotel no ano passado, às vésperas da luta que seria realizada. Durante a tradicional encarada dos lutadores, o clima azedou e os dois se agrediram.

Semanas depois, porém, Jones confirmou que estava lesionado, o que marcou o segundo adiamento da disputa pelo cinturão. Em 2013, o sueco Alexander Gustafsson seria o desafiante de Jones, até se machucar e abrir espaço para que Cormier aparecesse como o substituto para a luta de hoje.

Dias atrás os dois adversários de hoje tiveram um encontro muito tenso na entrevista oficial do evento. Além da habitual encarada, a dupla trocou ameaças ríspidas e palavrões. 

O ambiente ficou tão hostil que até o presidente do UFC, Dana White, disse ter se arrependido de promover a aproximação entre ambos. “Foi uma péssima ideia ter deixado os dois sozinhos por alguns instantes”, comentou.

Mesmo longe das câmeras o clima entre os adversários é ruim. Nos bastidores, os oponentes se encontraram e precisaram ser contidos para não brigarem fora do octógono.  As equipes de ambos também se estranharam em Las Vegas e por pouco o técnico de boxe de Cormier, Rosendo Sanchez, brigou com o empresário de Jones, Malki Kawa.

Em entrevista a um grupo de jornalistas, um vídeo informal de Jones foi o estopim para nova provocação entre a dupla. No material, o atual dono do cinturão joga basquete com o pivô do Atlanta Hawks Al Horford e leva um “toco” dele.

A cena levou Cormier a retrucar o rival, que havia lhe acusado de estar fora de forma. “Jones tem 1,93m de altura e ele não consegue enterrar uma bola de basquete. Então, quem é o atleta?”, rebateu. 

Jones não ficou calado e ao responder, aumentou ainda mais a rivalidade. “Se nós estamos olhando para quem enterra uma bola de basquete como o melhor atleta, então eu deixo isso para ele. Da última vez que eu conferi, eu vi que nós não vamos lutar em uma quadra”, afirmou ele, ao comparar o rival com Chael Sonnen, por também ser falastrão.

IMPACTO NO MERCADO

Rivalidades à parte, o confronto reúne lutadores com cartéis invejáveis no UFC. Ambos estão invictos e ganharam a maioria das suas lutas por nocaute (50% para Jones e 53% para Cormier).

O bom retrospecto, aliado ao clima de provocação, é a esperança da organização do evento para recuperar o péssimo desempenho das vendas de pacotes de TV em 2014.

O último ano foi marcado por adiamento das lutas mais aguardadas. Fora o encontro entre Jones e Cormier, a esperada luta entre Chris Weidman e o brasileiro Vítor Belfort também não foi realizada. A baixa fez o UFC fechar o ano com as piores vendas desde 2005 nos pacotes de pay-per-view e uma queda de valor de 40% no faturamento. 

Pelo card preliminar, o brasileiro Rodrigo Damm, que vem de duas derrotas seguidas, vai enfrentar o americano Evan Dunham pela categoria peso leve.

Tudo o que sabemos sobre:
UFCLutas, Jon Jones

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.