Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

'Estou na missão de conquistar o cinturão', diz Rafael dos Anjos

Brasileiro está confiante para luta contra o inglês Leon Edwards, que será na madrugada deste sábado para domingo

Luis Filipe Santos, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2019 | 04h30

Rafael dos Anjos quer voltar a ser dono de um cinturão do UFC. O brasileiro de 34 anos, que já foi campeão dos pesos leves, agora compete nos meio-médios, e está em quarta no ranking da categoria. Na madrugada deste sábado para domingo, Rafael luta contra o inglês Leon Edwards na luta principal do UFC San Antonio, visando se credenciar para disputar o título. Nesta entrevista, o fluminense de Niterói esbanja confiança na vitória e projeta como será o embate.

Qual é a sua estratégia para a luta deste final de semana?

É complicado, a gente planeja uma coisa e às vezes acontece uma coisa no início da luta que muda tudo. Tem que ter o plano A, B e C. Estou com esses planos na minha cabeça. A princípio, é chegar lá e impor meu ritmo, não deixar o Edwards gostar do embate. Eu sei que é uma luta de cinco rounds, tem bastante tempo para lutar. Basicamente, a estratégia é usar tudo, misturar bem, socos, chutes, quedas e deixar o cara desconfortável sempre.

Você estudou o estilo do Edwards? Identificou alguns pontos fracos que poderia aproveitar?

Estudei. É um cara canhoto, mais alto, e eu luto bem contra caras mais altos. Ele é um cara que acredita no chão dele, gosta de derrubar, e eu acho que daí pode vir a minha vitória. Ele achar que pode se dar bem no chão comigo, tentar me derrubar e eu conseguir pegar ele de alguma forma.

Você acredita que essa luta é mais para nocaute ou para durar os cinco rounds e ir para a decisão dos juízes?

Eu quero acabar antes, não quero fazer hora extra no octógono. Eu sempre entro para finalizar as lutas, mas às vezes não acontece e o que vier da decisão dos juízes, veio.

Como foi a preparação?

Não teve nada de mais, foi um camp curto, bom, rápido e bem dinâmico. Não teve nada de errado, o peso está ok, tudo tranquilo. Foram cinco semanas de treinamento, que deu para entrar em forma legal. Fiz alguns sparrings, para pegar o tempo de volta, o tempo de reação ali, e isso que era o mais importante. Não tinha muito para fazer em cinco semanas.

Como está a sua confiança para a luta?

Eu estou em uma missão, a missão de conquistar o cinturão, e eu sei que sou um lutador melhor que o Edwards. Estou num momento bom, uma fase boa, vindo de vitória. Sei que eu tenho o que preciso para chegar lá e ganhar desse maluco aí. Estou bem confiante.

Depois dessa luta, quais você já pensa em quais seriam seus próximos passos?

Eu tenho esse desafio agora no sábado, mas, com certeza, já penso no que vem por aí. Meu foco é lutar pelo cinturão de novo. Quem sabe aí, a categoria está bem embolada, muitas coisas acontecendo, é uma questão de sorte e de aproveitar a oportunidade. Eu vou estar pronto se aparecer essa oportunidade mas eu não tenho nome na cabeça. Lógico, o campeão está machucado ainda, não sei quando volta, mas quero ter uma outra chance.

Você vem de uma vitória, mas antes dessa, havia perdido duas em sequência. Você acredita que essa fase já passou?

Já passou. E agora, vindo de vitória, de finalização, estou pronto para embalar uma nova sequência de vitórias. Eu lutei com os melhores da categoria, com o atual campeão e com o cara que era o campeão interino, acontece, luta é assim mesmo, às vezes você não está em um dia bom e calhou de eu não estar em um dia bom duas vezes seguidas. Com o Usman, meu filho estava com dois meses de idade, foi um camp super difícil para mim. E com o Colman eu estava com um problema na orelha, que estava abrindo toda hora, tive que fazer uma cirurgia. Dessa vez não tem nada me atrapalhando. Foi questão de dia, não era para acontecer.

No momento, os brasileiros não estão com nenhum cinturão nas categorias masculinas. A que você atribui isso?

É fase. O Brasil sempre teve vários homens com cinturão, mas isso é fase, o MMA é um esporte muito difícil, poucos lutadores conseguem ficar no topo por muito tempo, como o Jon Jones, o Anderson Silva, o Georges St. Pierre. É um esporte muito competitivo, pessoas novas vão chegando. Logo mais aparecem outros campeões brasileiros, com certeza.

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