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Imbatível desde 2010, Teddy Riner é atração no Grand Slam de judô em Brasília

Atleta está no Brasil para disputar a categoria dos pesados e manter sua hegemonia de 148 lutas seguidas sem derrota

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2019 | 04h38

São 148 lutas consecutivas e mais de nove anos de invencibilidade nos tatames. A última derrota de Teddy Riner foi em 13 de setembro de 2010 e a cada evento que participa - e ganha - o judoca francês aumenta sua aura de imbatível. Agora ele será novamente colocado à prova no Grand Slam de judô que está sendo disputado em Brasília. As preliminares começam nesta terça-feira às 10h e as finais às 16h, com transmissão do SporTV 3.

Logo de cara, Riner terá pela frente o japonês Kageura Kokoro, em duelo válido pela segunda rodada. O confronto complicado em sua estreia se deve ao fato de que o judoca francês esteve ausente nas competições no ano passado e em boa parte deste. Isso fez com que ele ficasse "solto" no ranking e, sem ser cabeça de chave, pega adversários mais fortes.

Depois do ouro olímpico nos Jogos do Rio, em 2016, e de ganhar mais um Campeonato Mundial em 2017 (o décimo em seu currículo), Riner optou por tirar um período sabático para deixar seu corpo descansar. Não competiu em 2018 e retornou aos tatames somente no Grand Prix de Montreal, em julho. Na ocasião, ganhou o torneio, mas viu que não terá a mesma facilidade de antes para derrubar seus oponentes.

"Eu ganhei meu primeiro título mundial muito cedo, tinha apenas 18 anos. Desde então eu entendi que não tem necessidade de competir em todos os lugares e que quanto mais você cresce, mais precisa escolher suas lutas. É importante estar bem para competir nos grandes torneios, por isso tenho muitos títulos mundiais e dois ouros olímpicos", disse em entrevista ao Estadão no ano passado.

Riner lembra que toda vez que vai para uma luta, tem em mente que pode ser derrotado. É essa seriedade e o enorme talento que fazem com que tenha uma hegemonia tão grande na categoria dos pesos pesados. Do outro lado, seus rivais treinam para um dia tentar superá-lo. Esse desafio mútuo atrai ainda mais os holofotes para esses gigantes dos tatames.

Aos 30 anos, o atleta nascido em Guadalupe, departamento ultra-marino da França, fechou contrato de cinco anos com o Paris Saint-Germain em 2017. Ele também é garoto-propaganda da Under Armour e é um dos destaques da marca esportiva que patrocina estrelas como Anthony Joshua (boxe), Michael Phelps (natação), Stephen Curry (basquete) e Tom Brady (futebol americano), entre outras.

Com 2,04m de altura e pesando 135 kg, Riner disputará seu primeiro Grand Slam desde 2013. o judoca tem um carinho especial pelo Brasil, pois foi campeão mundial no Rio, em 2013, e ganhou o ouro olímpico três anos depois. Além disso, aproveitou para ir à praia quando esteve no País e adora futebol, uma de suas grandes paixões.

Na competição em Brasília, ele vai em busca de pontos para o ranking olímpico, a fim de chegar nos Jogos de Tóquio, em 2020, bem posicionado para ser cabeça de chave. Entre seus principais adversários está o checo Lukás Krpalek. Os dois se encontraram na semifinal em Montreal e Riner venceu no golden score.

Krpalek era da categoria de baixo (até 100 kg) e nela foi campeão olímpico e mundial. Decidiu subir para o peso de cima (+ de 100 kg) e acabou sendo campeão mundial dos pesados nesse ano, em uma competição que Riner não disputou. O checo é um dos nomes mais cotados para tentar tirar a longa invencibilidade do francês.

 

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