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Inglaterra defende saída do presidente da Aiba para manter boxe na Olimpíada

Gafur Rakhimov, segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, é um traficante de heroína e possui ligações com o crime organizado

Estadão Conteúdo

07 Dezembro 2018 | 17h42

A Federação Inglesa de Boxe pediu para o atual presidente da Associação Internacional de Boxe (Aiba, na sigla em inglês), Gafur Rakhimov, deixar o comando da entidade para ajudar a evitar que o esporte seja excluído da relação de eventos dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

"É hora de você pessoalmente pensar sobre as ações que pode tomar para resolver (os problemas do boxe amador)", afirma a federação inglesa em uma carta aberta endereçada a Rakhimov, dirigente acusado de ser traficante de heroína, aumentando a pressão sobre o usbeque.

Na última semana, o Comitê Olímpico Internacional (COI) abriu um inquérito para investigar a governança, as finanças e a ética da Aiba, além de ter "congelado" os contatos entre a entidade e o Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio-2020.

De acordo com a federação inglesa, a Aiba tem "problemas profundamente enraizados" e que existem apesar das mudanças ocorridas sob a liderança interina de Rakhimov, que posteriormente foi eleito para a presidência da associação em novembro.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirma que Rakhimov é um traficante de heroína e possui ligações com o crime organizado. Mas o dirigente do Usbequistão nega as acusações.

A investigação do COI sobre a Aiba pode levar à retirada do boxe do programa dos Jogos Olímpicos. Uma opção seria organizar um torneio olímpico da modalidade fora do controle da Aiba.

O boxe faz parte do programa olímpico desde Saint Louis-1904, com exceção dos Jogos de Estocolmo, em 1912, devido a uma lei sueca que bania a prática do esporte em seu território. Astros como Muhammad Ali, George Foreman, Joe Frazier, Sugar Ray Leonard, Laszlo Papp, Teófilo Stevenson e Félix Savón foram alguns dos medalhistas olímpicos do esporte.

 

 

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