Divulgação/CBJ
Divulgação/CBJ

Judô do Brasil bate Cuba por 4 a 3 em final e é campeão do Pan por equipes mistas

Destaque foi Beatriz Souza, de 20 anos, que venceu campeã olímpica Idalys Ortiz duas vezes para garantir ouro

Redação, Estadão Conteúdo

28 de abril de 2019 | 21h02

No maior clássico do judô nas Américas, o Brasil se deu bem e derrotou neste domingo Cuba por 4 a 3, em Lima, no Peru, na final por equipes mistas do Campeonato Pan-Americano, com direito a uma luta extra de desempate. A caçula da equipe brasileira, Beatriz Souza, de 20 anos, mostrou competência e ousadia diante da campeã olímpica Idalys Ortiz e venceu a cubana duas vezes para garantir o ouro. Além dela, Maria Portela (70kg) e Rafael Silva, o "Baby" (+90kg), também venceram os seus combates.

Nas semifinais, o Brasil passou pelo México sem maiores dificuldades, vencendo os quatro primeiros combates seguidos por ippon. Do outro lado, Cuba ganhou do Peru pelo mesmo placar e confirmou a final esperada contra os brasileiros.

Na decisão, os cubanos começaram melhores com vitória de Magdiel Estrada sobre David Lima. O brasileiro chegou a forçar duas punições ao rival, mas sofreu um waza-ari no golden score. Na segunda luta, Cuba apostou na meio-médio Maylin Del Toro Carvajal (63kg) para enfrentar Maria Portela no peso médio (70kg) e a brasileira se impôs com um ippon para empatar o confronto.

Na terceira luta, Rafael Macedo (90kg) encarou Ivan Felipe Silva Morales, que conseguiu a projeção para recolocar Cuba à frente no placar. O novo empate brasileiro veio com Beatriz Souza, que derrotou Idalys Ortiz nas punições, impondo maior volume de ataque e tirando a adversária da área de competição.

Rafael Silva, também nas punições, venceu Andy Granda e fez o terceiro ponto brasileiro. Três a dois e a decisão ia ficando para a última luta entre Rafaela Silva e Anaylis Dorvigny. Em combate acirrado nas disputas por pegadas, a campeã olímpica nos Jogos do Rio-2016 acabou levando uma punição disciplinar e foi desclassificada.

Com o empate por 3 a 3, foi preciso sortear uma categoria para fazer a luta extra de desempate. Neste confronto, vence quem marca a primeira pontuação, como no golden score. E o peso sorteado foi o pesado feminino. Bia retornou, então, ao tatame para encarar Ortiz mais uma vez e, como na primeira, derrotou a cubana nas punições, forçando três shidos à adversária. Vitória e mais um título pan-americano para a equipe brasileira.

Ao final do combate, Bia explicou que havia sentido o polegar da mão direita na disputa pelo bronze contra Nina Cutro-Kelly, no sábado, mas não se deixou abater e foi na superação para a disputa por equipes. O esforço foi recompensado com a medalha de ouro. "Machuquei a mão no individual ontem (sábado) e hoje (domingo) eu sabia que ia ser na superação. E foi duas vezes na superação. Mas eu faria tudo de novo, sentiria toda essa dor de novo para trazer essa medalha para a gente. Trazer esse título para o Brasil maravilhoso. É uma sensação que eu quero ter sempre", festejou.

As 15 medalhas conquistadas pelos judocas brasileiros renderam ao país o primeiro lugar geral tanto no quadro de medalhas feminino, quanto no masculino. Resultado visto como positivo pela comissão técnica da seleção. "As meninas corresponderam. Claro que gostaríamos de ganhar mais medalhas de ouro. Mas, conseguimos chegar no bloco final com quase todas. Apenas o 63kg que não chegou nas medalhas. Então, avalio o desempenho positivamente e acho que estamos no caminho certo para os Jogos Pan-Americanos e Mundial deste ano", disse Mario Tstutsui, técnico da equipe feminina do Brasil.

A seleção retorna ao Brasil nesta segunda-feira. O próximo compromisso será o Grand Slam de Baku, no Azerbaijão, entre os dias 10 e 12 de maio. A disputa definirá os nove melhores por gênero (feminino e masculino) no ranking mundial que se classificarão para o Mundial de Tóquio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.