Gabriela Sabau/ IJF
Gabriela Sabau/ IJF

Judocas do Brasil querem voltar à rotina e matar a saudade do tatame em Portugal

Atletas iniciaram o treinamento nesta segunda-feira em Lisboa

Redação, Estadão Conteúdo

20 de julho de 2020 | 11h54

Os atletas da seleção brasileira de judô iniciaram nesta segunda-feira o período de mais de um mês de treinamentos em Portugal. Após passarem por todos os protocolos sanitários na chegada à Lisboa, incluindo novos testes contra a covid-19 e isolamento no fim de semana, todos já treinaram nesta segunda no Complexo Esportivo de Rio Maior, base do Time Brasil no país europeu, e mataram a saudade dos tatames. Nesta terça, os judocas viajarão para Coimbra, onde ficarão concentrados em treinamento de campo com a seleção portuguesa de judô até o dia 29 de agosto, data do retorno ao Brasil.

"É o que estou morrendo de vontade de fazer, voltar a treinar. É essa a minha maior saudade. Botar o quimono e poder treinar judô, algo que não faço há pelo menos cinco meses", contou o peso-ligeiro da seleção, Eric Takabatake (60kg), que mora em São Paulo, uma das cidades mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus no Brasil.

"Nunca fiquei tanto tempo assim sem poder treinar judô, sem fazer a parte física numa academia. Essa retomada é muito importante, apesar de não ter nenhuma competição. Já estava quase louco de ficar em casa. Então, voltar à rotina vai ser muito importante para a gente", completou Takabatake.

Para meio-leve da equipe feminina, Larissa Pimenta (52kg), a oportunidade de voltar a conviver com os colegas de seleção é uma motivação a mais para encarar o retorno aos treinos. "Estamos há muito tempo parados. Acredito que a primeira saudade a matar vai ser a de estar com a galera, com a equipe. Sentimos muita falta disso. E o mais importante vai ser matar a saudade do tatame depois de quatro meses sem treinar judô", reconheceu a campeã dos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, no Peru, e atual número 8 do mundo em sua categoria.

A estratégia de levar atletas para a Europa, onde a pandemia está mais controlada, foi desenvolvida e financiada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) foi uma das 18 confederações olímpicas brasileiras a aderiram ao programa, levando tanto a seleção masculina quanto a feminina para os treinos em Portugal.

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