Erik de Castro|Reuters
Erik de Castro|Reuters

Lenda do boxe, Pacquiao é eleito para o Senado nas Filipinas

Ex-atleta chega ao Parlamento com 16 milhões de votos

Estadão Conteúdo

19 de maio de 2016 | 16h03

Uma das grandes lendas da história do boxe, o filipino Manny Pacquiao foi proclamado senador de seu país nesta quinta-feira. Ele foi o sétimo mais votado nas eleições, sendo a opção de mais de 16 milhões das 44 milhões de pessoas que foram às urnas, e ficou com uma das 12 vagas no Senado local.

A eleição deve encerrar de vez a carreira de Pacquiao no boxe. O filipino já havia sinalizado que deixaria o esporte para se dedicar à carreira política, mas após bater Timothy Bradley e recuperar o cinturão dos meio-médios da Organização Mundial de Boxe (OMB) no mês passado, chegou a deixar no ar a possibilidade de seguir lutando.

O Senado é tradicionalmente um trampolim para quem quer tentar chegar à presidência nas Filipinas. Perguntado pela agência The Associated Press se teria a intenção de ser alçado ao cargo algum dia, Pacquiao sorriu e só respondeu: "Nada, nada, nada".

Ao ser confirmado como um dos vencedores da eleição ao Senado, Pacquiao foi classificado pelo comissário que realizou o anúncio como "campeão do povo". Durante a candidatura, ele foi apoiado por Rodrigo Duterte, proclamado presidente também nesta quinta.

Pacquiao, aliás, já anunciou que apoiará Duterte na tentativa de restabelecer a pena de morte no país, revogada em 2006. Trata-se de mais uma posição polêmica do novo senador, que já se manifestou fortemente contra o casamento de pessoas do mesmo sexo e chegou a dizer que este tipo de relação "nos torna piores do que os animais".

Filho de uma família pobre da zona rural das Filipinas, Pacquiao começou a lutar aos 12 anos e se sagrou campeão em oito divisões do boxe. Tem um impressionante cartel de 58 vitórias, seis derrotas e dois empates como profissional e é atualmente o dono do cinturão dos meio-médios da OMB. Como político, entrou no congresso do país em 2010 como representante da região de Sarangani.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.