Arte Estadão
Arte Estadão

Lomachenko x Rigondeaux, um combate para honrar 'a nobre arte'

Ucraniano e cubano se enfrentam neste sábado, pelo cinturão dos pesos superpenas na OMB

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2017 | 07h00

O boxe é conhecido como “a nobre arte”. Na noite deste sábado, no ringue do Madison Square Garden Theater, em Nova York, a luta entre o ucraniano Vasyl Lomachenko, detentor do cinturão dos pesos superpenas na OMB, e o cubano Guillermo Rigondeaux tem tudo para ratificar este rótulo ostentado por seus fãs em todo o mundo. Pela primeira vez na história do boxe profissional, dois bicampeões olímpicos se enfrentam na busca por um título mundial profissional.

+ Doente, Georges St-Pierre abre mão de cinturão do UFC

Lomachenko x Rigondeaux vai reunir dois dos lutadores mais técnicos de todos os tempos. Um duelo de canhotos. O boxeador de Cuba, que tentará ficar com o cinturão do ucraniano, foi campeão olímpico em Sydney-2000 e Atenas-2004. Somou 463 vitórias e apenas 12 derrotas. Ganhou notoriedade no Brasil ao desertar da delegação de seu país durante os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, juntamente com seu compatriota Erislandy Lara.

Como profissional, soma 17 vitórias (11 nocautes) e já conquistou os cinturões dos supergalos da AMB e OMB. Canhoto, possui ótima defesa também, baseada em jogos de pernas e esquiva impressionantes.

Lomachenko também foi bicampeão olímpico: Pequim-2008 e Londres-2012. Seu cartel como amador foi de 396 vitórias e apenas uma derrota. Ele teve um outro revés, diante do brasileiro Robson Conceição, mas o resultado foi revisto.

Com uma habilidade poucas vezes vista no boxe, o pugilista ucraniano inunda as redes sociais com imagens de seus treinamentos de agilidade, reflexo e resistência. Ele tem nove vitórias (sete por nocaute) e uma derrota – registrada logo em sua segunda luta, quando já tentou o título mundial.

Lomachenko é oito anos mais jovem (29 a 37) e é mais alto (1,68 m contra 1,62 m), mas tem envergadura menor (1,72 m contra 1,66 m).

“Eu vejo Lomachenko nocautear no nono round”, disse Bob Arum, que cuida da carreira do lutador da Ucrânia. O empresário até já anunciou que a próxima luta de seu pupilo será contra o mexicano Orlando Salido, que o derrotou em 2014. “Minha carreira tem uma programação. E vencer Rigondeaux é algo que já conto como realizado”, disse Lomachenko, sempre de bom humor.

“Vou ter meu braço erguido até com certa tranquilidade”, afirmou Rigondeaux. “Sou mais eficiente nos golpes e isso vai fazer a diferença”, continuou o cubano. “Lomachenko não conseguiria me vencer nem mesmo se nascer mais dez vezes.” 

Na sexta-feira, Rigondeaux revelou que vendeu suas duas medalhas de ouro olímpicas quando vivia em Cuba para comprar comida para sua família. “Recebi US$ 10 mil (R$ 32,9 mil) pelas duas”, afirmou o pugilista, que fugiu da ilha de barco, em 2008, e assinou com uma empresa alemã, antes de ir viver em Miami.

Lomachenko tem a preferência na bolsa de apostas: 4 por 1. Os 5.500 ingressos foram vendidos em uma semana há mais de dois meses. O ginásio deverá ter um público dividido, pois espera-se uma boa presença de ucranianos e cubanos na plateia. A programação começa às 23h30 e terá transmissão do SporTV 3. 

A categoria dos superpenas (até 58,967 quilos) é a mesma do brasileiro Robson Conceição, campeão olímpico na Rio-2016. Bob Arum já disse que uma luta entre Lomachenko e Robson pode ocorrer no futuro.

Tudo o que sabemos sobre:
Boxe

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.