Divulgação/Studio +
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Rogério Minotouro vira protagonista em série brasileira para celular

Depois de pequenas participações em outras produções, lenda do MMA brasileiro se arrisca em Death Corner

O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2017 | 07h00

Rogério Minotouro ainda não pensa em aposentadoria do octógono. Aos 40 anos, a lenda do MMA tem luta marcada contra Ilir Latifi no UFC Fight Night 112, dia 25 de junho, e disse ao Estado que sonha com um cinturão dos meio-pesados. Mas o foco na carreira não impede o lutador de fazer empreitadas em outras áreas. Além de atuar como empresário na rede de franquias Team Nogueira, que administra com o irmão Rodrigo Minotauro, ele aparece como protagonista na série Death Corner, que estreia nesta sexta-feira, 28. 

A produção brasileira foi roteirizada e filmada especialmente para smartphones e tem 10 episódios de 10 minutos cada. A história acompanha a trajetória de Lucas, personagem de Minotouro, um boxeador de destaque no submundo das lutas. Além das artes marciais, a série também explora outro assunto forte nas produções atuais: o universo zumbi. Lucas tem a morte orquestrada pela mãe, que traz o filho de volta à vida sob seu controle. A série pode ser encontrada no STUDIO+, aplicativo exclusivo da Vivo para seus assinantes.

Com participações em algumas novelas e no filme Mercenários, Rogério Minotouro encarou com naturalidade a experiência no set de filmagens e garantiu que enfrentar um adversário em combate é muito mais difícil. "Por mais que eu já faça isso há muito tempo, subir no octógono é sempre mais complicado. Lá, qualquer errinho pode ser fatal. Nas filmagens a gente pode se dar o luxo de gravar de novo, pedir para repetir (risos)". Confira o bate-papo do Estado com Minotouro

Como surgiu o convite para atuar em um seriado? Como você se sentiu atuando?

Foi uma experiência bem legal, já havia participado de outras produções como "Os Mercenários", mas nunca como protagonista. Não foi fácil, foi um grande desafio, mas acho que o resultado ficou bom. A série tem uma proposta diferente, uma mistura de artes marciais e magia, acho que quem assistir vai gostar bastante.

É mais complicado enfrentar um adversário no octógono ou um set de filmagens?

Por mais que eu já faça isso há muito tempo, subir no octógono é sempre mais complicado. Lá, qualquer errinho pode ser fatal. Nas filmagens a gente pode se dar ao luxo de gravar de novo, pedir para repetir (risos).

Qual é a sua participação na administração dos negócios nas academias Team Nogueira?

É a mais ativa possível. Faço o que posso para me dividir entre as rotinas de atleta e de executivo. Estou sempre atento a tudo o que está acontecendo, participo de todas as reuniões, viajo para apresentar nosso projeto, vivo bastante o dia a dia da Team Nogueira Franquias.

Você vai estar com 41 anos na luta com Ilir Latifi. Como manter o foco e a motivação depois de tantos anos no MMA?

Para começar, a bolsa paga já é uma grande motivação (risos). Mas além disso, nada pode ser mais gratificante do que fazer o que você ama. Nunca fui obrigado a lutar, nunca foi a minha única opção de vida. Me formei em direito, fiz cursos, poderia ter seguido uma outra carreira. Mas optei por seguir esse caminho pelo prazer que eu tenho em treinar, lutar e viver isso.

Você diria que a preparação para suas lutas atualmente são mais difíceis na parte psicológica? Ou manter a forma depois de tantas lesões ainda é a parte mais complicada?

Sem dúvidas, se manter em forma é a parte mais complicada. O corpo já não responde da mesma forma, a dificuldade para perder peso aumenta e as lesões também. Então, o cuidado e o foco tem de ser redobrados. Conseguindo estar bem fisicamente, o psicológico vai bem também.

Sua categoria não conta com nenhum lutador com uma grande sequências de vitórias (tirando o Misha Cirkunov). Você acredita que com dois ou três resultados positivos é possível sonhar com uma luta pelo cinturão?

É uma categoria que está muito nivelada ali no meio do ranking para cima. Acho que qualquer atleta de ponta que conseguir três resultados positivos nessa categoria fica perto de uma disputa de título. É claro que esse ainda é o meu sonho, mas hoje tento pensar em uma luta de cada vez. Não adianta pensar lá na frente, isso gera uma pressão extra e uma ansiedade desnecessária. Sei que já não sou mais um garoto, então preciso ter os pés no chão.

O Vitor Belfort voltou a pedir a criação de uma categoria master no UFC, algo que já foi sugerido por outros atletas. Você acha válido esse movimento?

Isso já acontece em outros esportes como futebol, com o showball, e até mesmo no jiu-jítsu. Acho que é o caminho natural do MMA também. Os fãs gostam de ver esses caras em ação, então acho que cabe aos eventos fazer isso acontecer. Seria legal criar uma categoria especial, daria mais motivação aos atletas mais velhos. Mas algumas superlutas já seriam muito legais também.

Seu irmão contou que várias vezes antes de se aposentar, o Dana ofereceu um cargo para ele no UFC. Você também já recebeu alguma sondagem do tipo?

Ainda não conversei com o UFC sobre isso, até porque não estou com a cabeça na aposentadoria ainda. Meu irmão teve lesões muito sérias e esteve próximo de parar diversas vezes, não é o meu caso. Me sinto muito bem fisicamente, treinando forte com caras mais jovens e sinto que ainda tenho muito lenha pra queimar. Além disso, fora do octógono, já cuido das franquias Team Nogueira e pretendo me dedicar ainda mais no futuro.

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