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'Não tem vantagem lutar no Brasil', diz Fábio Maldonado

'Caipira de Aço' se prepara para evento em 7 de novembro

Rafael Pezzo, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2015 | 19h21

No próximo dia 7 de novembro, o paulista Fábio Maldonado subirá ao octógono do UFC Fight Night, no Ginásio do Ibirapuera, tentará "finalmente" dar início em uma arrancada no maior torneio de MMA do mundo. Contratado pelo em 2010, o "Caipira de Aço" intercala bons e maus momentos no Ultimate.

"Finalmente, né? Antes parecia que minha carreira ia subir, com três vitórias, mas fui surpreendido no Ibirapuera. Ia ser muito bom arrancar. Sempre a luta mais difícil da carreira é a próxima. Tenho que ter mais garra e tentar mais que a última vez", analisa o lutador.

Natural de Sorocaba, Maldonado foi nocauteado por Stipe Miocic no mesmo palco da sua próxima luta com apenas 35 segundos do primeiro round. Antes disso, havia engatado três triunfos seguidos, todos por decisão dos juízes. 

Desde que assinou com o campeonato de Dana White, o "Caipira" lutou seis das suas dez lutas no Brasil. Ao contrário da opinião da maioria dos lutadores brasileiros, Maldonado não acredita que um evento em casa e a torcida local sejam uma vantagem. "Nunca achei isso, nem que lutasse na Europa, no Japão, ou na casa dele. É eu, ele e o árbitro no octógono. Muito bacana a torcida, mas não é vantagem", declara. 

Profissional de MMA desde 2000, Maldonado tinha cartel 17-3 antes do UFC. Desde que assinou com tornio, porém, o sorocabano decaiu seu desempenho, com retrospecto de 5-5. Perguntado sobre a diferença dos outros campeonatos para o Ultimate, Maldonado é direto: "O UFC é a hora da verdade. Não que os outros eventos não sejam. Mas muita gente constrói cartel 30-0 no Brasil, mas aí você vai ver, não lutou com ninguém."

RIVAL

Aos 35 anos, Fábio possui um cartel de 30 lutas (22-8), contra apenas sete (6-1) de Corey Anderson, que completou 26 no último mês de setembro. Se para o brasileiro o local do evento não influencia, a experiência e idade contam dentro do octógono. "Experiência é vantagem. Sou mais experiente que ele no MMA. Por outro lado ele é dez anos mais jovem que eu."

No lançamento do UFC Fight Night, Fábio Maldonado estava programado para lutar contra Tom Lawlor. O norte-americano, no entanto, se machucou e Corey Anderson foi confirmado em seu lugar no último dia 20. Para o "Caipira de Aço", a mudança afeta mais seus treinos táticos do que físicos. "Lawlor era menor que eu e canhoto. O Anderson é mais alto e destro, vai tentar manter a distância e a luta em pé."

Os preparativos do também foram afetados já que não há muito material a ser analisado de Corey, que estreou no MMA em 2013. "Como ele é novinho, assisto poucas lutas. Mas não adiante eu olhar as mais antigas. Tenho que procurar saber o que ele fez nas mais recentes. Quanto mais informação melhor", completa. 

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