Boxeador lamenta morte de rival nocauteado: "Não foi culpa de ninguém"

Adam Braidwood diz ter tentado ajudar o oponente, Tim Hague

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2017 | 11h57

Tim Hague e Adam Braidwood entraram no ringue para mais uma luta de boxe na última sexta-feira, dia 16 de junho. Braidwood conseguiu nocautear o adversário, ex-lutador do UFC, e comemorou a vitória. Em seguida, porém, ao ver Hague desacordado, carregou-o para fora do palco do confronto e tentou ajudá-lo. Hague foi internado e morreu dois dias depois, no domingo (18/6). Braidwood falou sobre o que aconteceu pela primeira vez em um vídeo publicado em seu twitter.

Na postagem, o boxeador demonstra irritação consigo mesmo por ter comemorado e diz ter notado que algo grave havia acontecido. "Eu sabia. Eu vi ainda no ringue. Eu vi a forma como ele caiu. Fiquei esperando de joelhos, torcendo para que Tim se mexesse após a minha comemoração idiota. As pessoas podem dizer o que quiserem, mas eu eu fiquei ali de joelhos, olhando, querendo que ele se movesse. Eu o levantei, porque sua equipe estava tendo dificuldades em fazê-lo. Eu o levei até o córner, e pude ver o seu rosto."

O lutador defendeu ainda o árbitro da luta. "Não foi culpa de ninguém, muito menos do árbitro. Ele perguntou se Tim queria continuar lutando. Ele estava consciente, respondendo claramente ao que era perguntado. Eu vi o vídeo. Tim estava consciente, e disse que queria voltar a lutar. Essa é a verdade, não há nenhuma especulação sobre isso. Ele queria continuar lutando, e nós lutamos."

Braidwood pediu que o foco fosse voltado totalmente para a família de Hague, incluindo seu filho pequeno. Uma campanha de financiamento coletivo foi criada para ajudar nos custos do funeral do boxeador falecido, e está próxima de alcançar o valor de 30 mil dólares (R$ 99 mil reais).

 

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