Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

Lyoto Machida acredita que experiência pode ser trunfo contra Eryk Anders

Grande nome do UFC Belém, 'Dragão' enfrenta americano neste sábado

Entrevista com

Lyoto Machida

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2018 | 07h00

Grande nome do UFC Belém, Lyoto Machida encara o americano Eryk Anders neste sábado. O 'Dragão' volta ao octógono após a derrota para Derek Brunson, em dezembro do ano passado.

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Com pouco tempo de preparação, o ex-campeão meio-pesado afirma que aceitou o novo desafio porque "queria voltar logo" para conseguir desenvolver o seu jogo. Agora, Machida enfrenta um adversário novo na organização, com apenas duas lutas,  e ele já afirma que sua experiência pode ser um trunfo contra Anders. "Já fui muitas vezes main event (treze vezes no total), já disputei o cinturão, sei como é o momento pré-luta e a pressão. Essa experiência pode me ajudar a estar mais tranquilo", conta.

Com foi o processo de preparação para o combate contra o Anders?

Foi um camp muito bom e intenso, o Anders é atleta rápido e jovem. Acredito que será uma boa luta.

Qual foi a motivação para aceitar uma luta poucos meses após o seu retorno?

Eu queria me manter ativo e voltar a lutar rápido. Como minha luta anterior foi rápida e não pude desenvolver meu jogo, queria voltar logo.

Você vai enfrentar um adversário novo no evento. Acredita que é uma vantagem? 

Eu tenho experiência já fui muitas vezes main event, já disputei o cinturão, sei como é o momento pré-luta e a pressão. Essa experiência pode me ajudar a estar mais tranquilo no momento da luta.

Qual a importância de lutar em Belém?

Quando soube que haveria o evento em Belém eu queria muito participar. É muito especial poder lutar na cidade onde comecei, diante das pessoas conhecidas e de grandes fãs. Eu agradeço ao UFC pela oportunidade de vivenciar este momento.

Chegou a existir uma preparação psicológica depois do último combate?

Eu tenho uma preparação mental diária há bastante tempo e mantive esse processo depois da luta. Acredito que é importante para todos que enfrentam desafios no dia a dia ter esse tipo de acompanhamento. O nosso trabalho é muito público, mas vejo que o desafio é o mesmo do que de um empresário, um profissional ou um cantor, que precisa mostrar o seu trabalho e os seus resultados. Acredito que nos momentos que de derrota precisamos ter um aprendizado. Acredito que nós somos o nosso maior adversário nos desafios, por isso estar bem mentalmente é muito importante.

Você ficou mais recluso depois do episódio do dopping, não deu entrevistas, por quê?

Eu não tinha muito o que falar naquele momento. Preferi ficar com a minha família e entender o que tinha acontecido para que pudesse tirar um aprendizado. Aproveitei o período para me dedicar a minha família e também a minha academia aqui em Los Angeles.

Como já fez o seu retorno em São Paulo, acredita que agora está mais tranquilo?

Acho que sim, como eu já vivi novamente esse momento pré-luta posso estar mais tranquilo para esse desafio em Belém.  

Hoje, aos 40 anos, quantas lutas ainda pretende fazer?

Essa questão da idade não é algo em que eu penso. É claro que eu sei que a idade é implacável, mas por enquanto eu me sinto bem, em forma, ainda tenho muita 'lenha para queimar'. Pretendo continuar a lutar enquanto me sentir assim. 

Ocupando a 14ª colocação no ranking, ainda pensa em disputar o cinturão?

Meu foco agora é voltar bem! Claro que o sonho existe, mas seria hipocrisia minha querer voltar e já pensar no cinturão. Estou focando no presente, em voltar e fazer uma boa luta. Para depois estar pensando nisso.

 

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