Wander Roberto/UFC
Wander Roberto/UFC

Mackenzie Dern luta contra opinião do pai: 'Quero ser a melhor do mundo'

Americana naturalizada brasileira é filha do renomado faixa preta em jiu-jítsu Wellington ‘Megaton’ Dias

Andreza Galdeano / RIO, O Estado de S.Paulo

12 Maio 2018 | 07h00

Um dos destaques do UFC Rio, Mackenzie Dern subiu na balança na sexta-feira e ficou 3,2 kg do limite da categoria peso palha. Além disso, a americana naturalizada brasileira protagonizou a encarada mais tensa do evento diante da rival Amanda Bobby Cooper. Apesar dos contratempos, a luta vai acontecer. Mackenzie terá de pagar 30% do valor da sua bolsa, mas poderá subir no octógono.

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No Rio, ela fará seu segundo combate no Ultimate – ela venceu o primeiro desafio contra Ashley Yoder, em março.  A pressão por ser filha de um brasileiro consagrado no jiu-jítsu fez Mackenzie Dern ir além da carreira do pai, o renomado faixa preta Wellington ‘Megaton’ Dias. Campeã mundial da modalidade, agora ela encara o desafio de tentar fazer história na maior organização de MMA do mundo, o UFC.

Com contrato de apenas cinco lutas, Mackenzie afirma que pretende conseguir a renovação e consolidar a sua carreira no MMA. Nesta edição do UFC Rio, ela já foi alçada à condição de estrela e está no card principal. “Quero ganhar o cinturão, não estou fazendo isso de bobeira. Quero ser a melhor do mundo”, disse ao Estado.

Além da motivação por títulos, a lutadora nunca esquece de citar o pai. “Eu sempre tive vontade de deixar ele muito orgulhoso”, confessa.

Aos 14 anos, Mackenzie ganhou o seu primeiro título mundial. Ela lembra que, por ter um pai que fez história no jiu-jítsu, era julgada por parte dos fãs. “Meu pai é muito conhecido, a galera já me olhava querendo ver se eu era boa ou não. Quando ganhei o título foi o momento que eu achei que teria futuro e poderia representar meu pai”, diz.

Com tanta influência em casa, sua carreira começou de maneira natural, mas seu pai sempre se mostrou contra sua ida para o MMA. “Eu tenho apoio, mas até hoje recebo algumas indiretas para ficar no jiu-jítsu. Meu pai diz: ‘para que vai tomar soco na cara?’. Ele acha o MMA muito agressivo, tem muitas críticas. Além disso, por lutar jiu-jítsu até hoje, creio que ele tem um amor tão grande que no fundo gostaria que eu ficasse também”, explica.

A lutadora, que nasceu em Phoenix, nos Estados Unidos, revela que não pretende encerrar sua carreira no MMA. Ela não esconde sua paixão pelo jiu-jítsu e diz que ainda tem muitos objetivos ainda para realizar na carreira. “Quero ganhar o cinturão, mas não quero ficar aqui dez anos. Quero ganhar e defender o título. Sei que o jiu-jítsu estará me esperando depois”, completa.

Aos 25 anos, ela tem condições de ofuscar outros atletas em um card recheado de estrelas, como Amanda Nunes, que disputará o cinturão contra Raquel Pennington, Ronaldo Jacaré, que encara Kelvin Gastelum, Vitor Belfort e Lyoto Machida, que se enfrentam, além de outros destaques do MMA.

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