Felipe Dana/AP
Felipe Dana/AP

Na volta ao UFC, Anderson Silva lutará 'em casa'

Brasileiro encara o Nick Diaz em seu retorno ao octógono depois de grave lesão na perna em luta contra Chris Weidman

Felipe Cordeiro, O Estado de S. Paulo

31 de janeiro de 2015 | 07h00

Treze meses depois de quebrar a perna e ser derrotado pela segunda vez consecutiva pelo americano Chris Weidman, Anderson Silva volta ao octógono do MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O adversário da luta deste sábado, 31 (madrugada de domingo, 1º de fevereiro, no horário de Brasília), Nick Diaz, também é americano, mas o Spider lutará em casa. Vários brasileiros viajaram a Las Vegas para assistir ao seu retorno. E, mesmo entre os americanos e outros estrangeiros, há simpatia e até torcida pelo ex-campeão dos médios.

O americano Mark Slikeo não tem dúvida sobre para quem torcerá no UFC 183 e mostra entusiasmo com a volta de Anderson. "Ele é o Spider Man, é perfeito, é o Mohamad Ali do UFC", elogiou. Mesmo com os ingressos esgotados, o jovem ainda busca duas entradas para a luta.

Já o canadense Alex Bourbon diz que torcerá para o brasileiro. "É o melhor lutador da atualidade", resumiu.

Casado com uma brasileira, o vendedor americano Ricardo Lopez não torce para nenhum dos dois e acredita que o embate seja equilibrado. "Um é experiente e o outro está se recuperando de uma lesão, eles vão fazer uma grande luta. Minha mulher certamente vai torcer para o Silva", disse Lopez.

É a primeira vez em mais de dois anos que Anderson sobe em um octógono para uma luta que não vale a disputa ou a defesa de um título. O brasileiro, porém, minimizou e preferiu ressaltar a sua volta.

"O clima é o mesmo, a energia é a mesma, independentemente de você lutar pelo cinturão ou não" disse Anderson na quinta-feira, 29, durante a apresentação oficial do UFC 183 aos jornalistas.

Anderson também evitou projetar uma possível nova revanche contra Weidman - os dois se enfrentarão caso o brasileiro vença Diaz.

"Eu não estou pensando em disputar cinturão, só na luta com o Nick Diaz", afirmou Anderson, ao negar que, para voltar aos octógonos, exigiu do UFC que a luta seguinte já valesse a disputa do título dos pesos médios. "Isso aí foi uma opção do Dana White (presidente do UFC)."

A organização do UFC precisou reservar um espaço para os fãs durante a entrevista coletiva dos lutadores, o que só acontece quando Anderson  está presente. Em sua chegada, a gritaria foi generalizada. Apesar da distância, vários tentavam com o celular tirar foto do ídolo.

Por ser o adversário, Diaz recebeu discretas vaias. Famoso pelas polêmicas, o americano não compareceu ao treino oficial do UFC na quarta-feira, 28. "Queria passar mais tempo com a família, perdi o voo", disse. Já os demais participantes do UFC 183 foram ignorados pelo público.

Recuperação. Anderson garantiu que está totalmente recuperado e disse que não fugirá de seu estilo de luta ou tomará algum tipo de precaução para evitar nova lesão na perna esquerda. "Tenho que continuar fazendo o que fiz minha vida inteira, que é lutar com alegria."

O brasileiro acredita que sua imagem não fique desgastada se não vencer Diaz e não voltar a lutar em um nível alto.  "Tudo o que já foi feito não tem como apagar", comentou. "Todo tempo estou me superando, tentando ser melhor do que eu fui no dia anterior. Tenho sempre que agradecer a Deus. Obrigado por mudar minha vida, obrigado por me dar uma nova chance."

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