Maurício de Souza/Estadão
Maurício de Souza/Estadão

Na volta aos ringues, Popó derrota 'El Chino' por nocaute

Aos 39 anos, brasileiro espera fazer mais uma luta ainda este ano

Luiz Alexandre Souza Ventura, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2015 | 23h52

Popó voltou ao boxe em grande estilo. Mais de três anos depois de ter feito sua última luta, ele derrotou na noite deste sábado o argentino Mateo "El Chino" Verón por nocaute no terceiro round em combate válido pela categoria super meio-médio (até 69 quilos). Antes, ele já havia mandado o rival para a lona três vezes - uma no primeiro e duas no terceiro assalto. 

O brasileiro havia dito que liquidaria o combate no segundo round, e quase acertou sua previsão. Com 1min10s de luta ele mandou uma bomba de direita no rosto do argentino, que caiu pela primeira vez. Assim que o rival se levantou ele foi para cima tentando definir a vitória, mas faltou coordenação nos golpes para conseguir o objetivo.

O intervalo para o segundo round parece ter feito bem ao argentino, que equilibrou o combate e até conseguiu acertar alguns golpes no brasileiro - dando a impressão de que iria engrossar para Popó - que poderia sentir a falta de ritmo se a luta se arrastasse por muito tempo.

Mas veio o terceiro round, e desta vez Popó foi muito preciso para encaixar os golpes. Derrubou "El Chino" logo aos 30 segundos, o mandou para o chão de novo pouco depois e por fim o demoliu com potente "upper" que o atingiu no queixo.

Assim que o argentino caiu ficou claro que não se levantaria mais, por isso Popó já começou a comemorar com muita vibração. Dois de seus quatro filhos entraram no ringue para festejar com ele, e logo em seguida sua mulher também subiu e o abraçou emocionada.

A vitória deste sábado foi a 40ª de Popó em 42 combates, com 34 nocautes. O brasileiro de 39 anos, que tem quatro títulos mundiais em sua carreira, planeja chegar a mais uma luta valendo o cinturão de campeão do mundo na categoria meio-médio (até 66 quilos) por alguma das associações de boxe.

Para ter o direito de desafiar o campeão ele precisa retornar ao ranking. Por esse motivo, a ideia é voltar a lutar ainda este ano - novamente no Brasil e, muito provavelmente, em Santos outra vez.

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