Tim Waner / Getty Images / AFP
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Perto da disputa pelo cinturão, Jéssica Andrade destaca a importância de novas categorias no UFC

Brasileira é a próxima desafiante do cinturão do peso-palha (até 52,5 kg)

Andreza Galdeano, Especial para o Estado

31 de março de 2017 | 09h36

Em meio à polêmica sobre a criação de novas divisões femininas na maior organização de MMA do mundo, a próxima desafiante brasileira do cinturão peso palha do UFC, Jéssica Andrade, faz questão de dizer que está satisfeita com sua categoria na organização, mas destaca a importância de mudanças no Ultimate.

Com a recente criação do peso-pena (até 65,7kg), as críticas sobre a dificuldade das lutadoras em bater o peso para conseguir alcançar uma categoria no UFC vieram à tona mais uma vez. Enquanto as mulheres lidam com um número limitado de divisões, que agora chegou em sua terceira, os homens já somam nove categorias. Apesar da diferença, a brasileira Jéssica Andrade comemora a nova conquista e vê sinais de mudanças no universo feminino do UFC: “É muito bom abrir novas categorias porque a gente tem mais opções. Antes ou você era galo ou era galo, não tinha como escolher. Eu aprecio a mudança e aconteceu antes do previsto”, conta em entrevista exclusiva ao Estado.

Disputando o peso palha (até 52,2kg), Jéssica afirma que não muda de divisão. “Eu me sinto bem na categoria. Consigo baixar o meu peso sem me sentir fraca. No começo, existiam dificuldades e sacrifícios, agora eu só cuido da alimentação e do treino, não me desgasto e consigo me sentir muito bem para as lutas.”

A satisfação da 'Bate-Estaca', como é conhecida, não deixa de lado as outras lutadoras: "Eu sei que as novas categorias ajudam as outras meninas, elas sofrem para bater o peso, e agora, só ficam no peso palha, por exemplo, quem realmente é”, diz.

EM DEFESA DE CRIS CYBORG

A criação da terceira divisão feminina no UFC gerou indignação por boa parte das brasileiras, que esperavam a estreia de Cris Cyborg na categoria, mas viram o presidente do UFC, Dana White, deixar a campeã do Invicta FC, organização de MMA feminino, fora do primeiro combate.

Sem Cyborg, quem levou o título inaugural foi Germaine de Randamie, que venceu a ex-campeã peso-galo Holly Holm. Mas, para Jéssica Andrade, a compatriota não sairá por baixo. “É só uma questão de o Dana White dar uma oportunidade para ela (Cyborg) mostrar o seu valor. Com certeza ela vai voltar forte e ser também a nossa futura campeã.”

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