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Claudio Coradini/Estadão - 19/08/2014
Guilherme Dias, Helorrayne Paiva e Guilherme Félix defendem Piracicaba e a seleção brasileira Claudio Coradini/Estadão - 19/08/2014

Piracicaba vira potência no Tae kwon do e mira 2016

Projeto montado para melhorar desempenho da cidade nos Jogos Abertos da Cidade se encorpa e atrai os melhores lutadores do País

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2014 | 17h00

Sem grande alarde, Piracicaba trabalha para se tornar famosa não só por suas inigualáveis pamonhas, mas também como principal centro formador do Brasil de lutadores de Tae kwon do.

Concebida originalmente como uma estrutura destinada a incrementar o desempenho da cidade nos Jogos Abertos do Interior, a Olimpíada caipira paulista, a Associação Piracicabana de Tae kwon do tem hoje um objetivo dos mais ambiciosos nos Jogos Olímpicos de 2016. “Queremos conquistar ao menos duas medalhas no Rio”, diz o treinador Frederico Mitooka.

Mitooka tem três discípulos na seleção brasileira enviada para competir no Grand Prix de Astana, no Casaquistão, neste fim de semana: Hellorayne Paiva (até 73kg), Guilerme Félix (mais de 80kg) e Guilherme Dias (até 58kg). Félix foi vice-campeão no Grand Prix de Manchester, no ano passado; Dias conquistou o bronze no Mundial de Puebla, no México, também em 2013, e a prata no Grand Prix da China, em julho.

Ex-colega, na Ponte Preta de Campinas, de Diogo Silva, quarto colocado nos Jogos de Atenas, em 2004, e depois seu treinador, Mitooka foi estudar Rádio e TV em Piracicaba para poder filmar vídeo aulas, quando recebeu o convite da prefeitura local para comandar o Tae kwon do na cidade, há dez anos.

Mitooka aceitou e estabeleceu a sua academia, a Dojan Nippon. Hoje, seus discípulos dispõem de alojamento, alimentação e transporte, além de bolsas de estudo na Unimep.

Com essa estrutura, que é mantida por verbas da prefeitura e de patrocínio privado, o treinador se tornou independente da CBTKD (Confederação Brasileira de Tae kwon do), uma das mais problemáticas entidades esportivas do País e alvo de investigações da Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos públicos.

“Eu não recebo apoio algum da CBTKD. Toda a estrutura que temos aqui é bancada pela ajuda de amigos, de patrocinadores privados e da Secretaria de Esportes de Piracicaba”.

Piracicaba é campeã dos Jogos Abertos Regionais, que são classificatórios para os Abertos e, no Tae kwon do, divide a hegemonia estadual com São Caetano do Sul.

“De uma maneira natural, e sem nenhum investimento absurdo, conseguimos montar uma ótima estrutura para o Tae kwon do”, diz o secretário de esportes de Piracicaba, João Francisco Rodrigues de Godoy.

 

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'Agora tenho mais variedade de recursos'

Guilherme Dias, medalhista no Mundial do ano passado, satisfeito com estrutura em Piracicaba, quer abrir mais uma vaga para o Brasil em 2016

Alessandro Lucchetti, O Estado de São Paulo

30 de agosto de 2014 | 17h00

Você foi formado em Brasília, sua cidade natal, e, com o treinamento recebido lá, conseguiu o bronze no Mundial do ano passado. Por que resolveu se mudar para Piracicaba?

Em Brasília eu não tinha as mesmas condições de treino e a estrutura que tenho aqui. E tenho agora também um colega de treino que está querendo o mesmo que eu, uma medalha olímpica em 2016.

Você conseguiu o bronze no Mundial do ano passado com apenas 21 anos de idade, mas mostrou grande insatisfação. Por quê?

Eu sei o quanto treinei, e estava preparado para buscar o ouro. Infelizmente perdi no golden score (prorrogação) pro iraniano (Hari Mostean Loron). Infelizmente fiz a estratégia errada. Quis levar a luta pro golden score para depois decidir, mas ele fez o ponto antes do que eu. Agora estou mais experiente, não sou mais o mesmo cara que entrou pra seleção em 2012.

O que mudou para você em Piracicaba?

Faço treinamentos mais voltados para a parte tática da luta. Aperfeiçoei bastante também a minha técnica, que acrescentei à minha base. Tenho mais variedade e recursos do que antes, e seleciono a melhor forma de enfrentar cada um dos meus adversários, que hoje são um coreano, um chinês, um argentino e um mexicano. Agora os conheço bem, porque virou rotina enfrentá-los no Grand Prix.

Quais são seus objetivos principais até 2016?

O Brasil já tem vagas nas quatro categorias, por ser país-sede. Mas se eu ficar entre os seis melhores do ranking, abro uma vaga a mais.

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