Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE

Por Olimpíada, Rafael Silva disputa 7º torneio seguido no judô

Atleta foi ultrapassado por David Moura no ranking olímpico

Agência Estado, Estadão Conteúdo

28 de março de 2016 | 17h59

Tem sido prática no judô brasileiro preservar os melhores do País em algumas competições, para priorizar treinos e também para escondê-los do estudo dos rivais. Com Rafael Silva é diferente. O peso pesado ficou parado durante todo o segundo semestre do ano passado, foi ultrapassado por David Moura no ranking olímpico, e agora precisa correr atrás do prejuízo. No próximo fim de semana, vai disputar seu sétimo torneio seguido.

Desde que voltou às competições no Grand Prix de Havana (Cuba), em 22 de janeiro, Rafael Silva só ficou de fora de uma competição para a qual a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) mandou equipe: o Aberto de Sofia, na Bulgária, na semana seguinte. Depois, não ficou fora de nenhuma convocação.

Recuperado, ganhou ouro nos Abertos de Lima (Peru) e Buenos Aires (Argentina) e, no fim de semana passado, faturou o bronze no Grand Prix de Tbilisi, na Geórgia. No domingo que vem, compete no Grand Prix de Samsun, na Turquia. Ali, terá como rival David Moura. O mato-grossense só competiu duas vezes no ano, ganhando o ouro em Sofia e o bronze no Grand Slam de Paris.

Como na Olimpíada cada país só pode ter um judoca por categoria, Rafael Silva e David Moura brigam por uma vaga no peso pesado. A CBJ, que recebeu os convites destinados ao país-sede, vai escolher entre eles, levando em consideração o ranking olímpico. Hoje, Moura tem uma vantagem de apenas 74 pontos.

O Grand Prix de Samsun também é importante por ser a última competição antes do Campeonato Pan-Americano de Judô, que será no fim de abril, em Havana. A CBJ vai levar o melhor do ranking mundial em cada categoria, mais dois judocas "extras" no masculino e dois no feminino. Quem ganhar a chance de competir terá ótima oportunidade de pontuar no ranking.

Na categoria até 60kg, Eric Takabatake está pouco atrás de Felipe Kitadai no ranking mundial e vai ter a oportunidade de pular na frente. O mesmo vale para Rafael Buzacarini, da até 100kg, que precisa do ouro para passar Luciano Corrêa. Mas um bom resultado pode convencer a CBJ a levá-lo a Havana numa das duas vagas extras.

A equipe masculina em Samsun também terá Charles Chibana (66kg), Alex Pombo (73kg), Victor Penalber (81kg) e Tiago Camilo (90kg), todos melhores brasileiros em suas respectivas categorias. No feminino vão Sarah Menezes (48kg), Mariana Silva (63kg), Maria Portela (70kg) e Rochele Nunes (+78kg). Só Rochele é a segunda brasileira da sua categoria, mas, em 22.º do ranking, ela tende a receber chance em Havana.

Até o fim do período de classificação para a Olimpíada serão mais quatro torneios, apenas: os continentais, o Grand Slam de Baku (Azerbaijão), o Grand Prix de Almaty (Casaquistão) e o Masters, em Guadalajara (México). Deste último só podem participar os 16 melhores do ranking mundial.

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