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Pichi Chuang/Reuters
Pichi Chuang/Reuters

Presidente da AIBA é suspenso pelo comitê da entidade

O tailandês Wu Ching-kuo, de 70 anos, preside entidade desde 2006 e acumula R$ 48,3 milhões em dívidas

France Presse

10 de outubro de 2017 | 13h36

Mais um caso de corrupção no esporte. Desta vez, o alvo das investigações é o presidente da Associação Internacional de Boxe (AIBA), Wu Ching-kuo, suspenso por suposta má gestão financeira. Wu controla a entidade do boxe olímpico desde 2006 e foi candidato à presidência do Comitê Olímpico Internacional (COI) em 2013, quando perdeu para Thomas Bach.

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Aos 70 anos, o dirigente possui um cargo no conselho executivo do COI e atuou no comitê de avaliação da Olimpíada do Rio-2016.Sua força como presidente da AIBA vem diminuindo a cada ano, por causa da terrível situação financeira da organização.

Vários membros do comitê executivo da AIBA deram um voto de confiança para Wu e tentaram contra-atacar as acusações do diretor executivo William Louis-Marie. Wu lutou contra várias tentativas de expulsá-lo nos tribunais suíços, ao que chamou de "movimentos ilícitos" e prometeu continuar sua batalha para manter o controle da AIBA.

Mas na segunda-feira a comissão disciplinar da associação votou por unanimidade para suspendê-lo, com efeito imediato e sem direito de recurso. Em uma declaração, a comissão disse que a decisão segue acusações de 11 membros do comitê executivo e Wu foi encontrado em violação de vários códigos disciplinares e estatutos.

Em seguida, o documento enumerou as quatro principais queixas contra Wu: tentativa de demitir os opositores da comissão executiva, tomar decisões comerciais sem aprovação, enganar a mídia e as federações nacionais sobre as finanças da AIBA e bloquear uma tentativa de organizar um voto de confiança a favor dele.

De acordo com a comissão disciplinar, a AIBA tem R$ 48,3 milhões em dívidas "sem qualquer razão gerencial ou comercial" e não conseguiu persuadir os auditores KPMG a assinarem as contas de 2016.

Mas, além da crise de caixa da AIBA, a federação também esteve nas "cordas" depois que uma série de decisões ruins arruinaram a competição de boxe do ano passado nas Olimpíadas de Rio, quando todos os juízes tiveram suas atuações investigadas nos ringues cariocas.

Wu será agora substituído por um presidente interino.

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