CBJ/Divulgação
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Rafaela Silva fatura prata no 1º dia do Grand Slam de Dusseldorf

Já Nathália Brígida conquistou o bronze entre as judocas até 48kg

Redação, Estadão Conteúdo

22 de fevereiro de 2019 | 16h20

O judô do Brasil começou o Grand Slam de Dusseldorf, na Alemanha, com duas medalhas. Nesta sexta-feira, no primeiro dia de disputas, a campeã olímpica Rafaela Silva ficou com a prata na categoria até 57kg e Nathália Brígida conquistou o bronze entre as judocas até 48kg. Outros oito brasileiros entraram no tatame, mas não chegaram à disputa por um lugar no pódio.

Rafaela Silva chegou a Dusseldorf como uma das cabeças de chave e confirmou o seu favoritismo nas preliminares. Abriu caminho com vitória nas punições sobre Ichinkhorloo Munkhtsedev, do Azerbaijão. Em seguida, projetou a holandesa Sanne Verhagen, pontuando um waza-ari a poucos segundos do fim da luta para avançar às quartas de final. Nesta fase, sofreu um waza-ari no início da luta contra a alemã Sappho Coban, mas reagiu com outras duas projeções e superou a rival por ippon para chegar à semifinal.

A penúltima luta foi uma reedição da final olímpica dos Jogos do Rio-2016 contra a mongol Sumiya Dorjsuren e teve o mesmo desfecho daquela vez. Em luta equilibrada, Rafaela Silva venceu no final graças a um waza-ari que precisou ser confirmado pelo vídeo.

Na grande decisão, a brasileira encarou a japonesa Tsukasa Yoshida, atual campeã mundial. Com um waza-ari, a judoca oriental venceu e manteve Rafael Silva sem uma medalha de ouro nas competições que disputou em 2019 - foi prata em Oberwart, na Áustria, e quinto lugar no Grand Slam de Paris, na França.

Na categoria até 48kg, Nathália Brígida estreou com vitória por ippon sobre Aisha Gurbanli, do Azerbaijão, e bateu a húngara Eva Csernoviczki (medalhista de bronze em Londres-2012), nas oitavas de final, com um waza-ari no golden score. Na sequência, derrotou Shira Rishony, de Israel, em luta equilibrada decidida apenas nas punições (3-2) e foi para a semifinal, onde acabou sendo imobilizada pela japonesa Funa Tonaki, atual vice-campeã mundial.

Na luta pelo bronze, a judoca gaúcha conseguiu encaixar uma chave de braço e fez alemã Katharina Menz desistir do combate. Esse é o segundo pódio da brasileira na temporada. Em janeiro, foi bronze também no Grand Prix de Tel Aviv, em Israel.

OUTROS BRASILEIROS 

Outros oito judocas do País também lutaram nesta sexta-feira. As meio-leves Larissa Pimenta e Eleudis Valentim (até 52kg) venceram as suas duas primeiras lutas, mas caíram nas oitavas de final sem chance de voltar na repescagem.

Larissa vencia a russa Yulia Kazarina por um waza-ari, mas acabou sendo surpreendida pela adversária, que conseguiu o ippon e eliminou a brasileira. Eleudis caiu para a campeã olímpica Majlinda Kelmendi, do Kosovo, nas punições.

Phelipe Pelim (até 60kg) foi outro brasileiro que parou nas oitavas de final. Ele estreou com vitória sobre Matjaz Trbovc, da Eslovênia, mas perdeu para o favorito Ryuju Nagayama, do Japão, também finalista em Dusseldorf. Eric Takabatake (até 60kg), Charles Chibana (até 66kg), Daniel Cargnin (até 66kg), Gabriela Chibana (até 48kg) e Tamires Crude (até 57kg) pararam em suas primeiras lutas.

Neste sábado, o Brasil terá sete judocas em ação. São eles: Eduardo Barbosa, Marcelo Contini (ambos até 73kg), Eduardo Yudy Santos (até 81kg), Alexia Castilhos, Ketleyn Quadros (ambas até 63kg), Ellen Santana e Maria Portela (ambas até 70kg). O Grand Slam de Dusseldorf será encerrado neste domingo, quando mais 10 brasileiros entrarão no tatame.

 

 

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