Alexandre Loureiro/Inovafoto
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Renan Barão se diz melhor preparado para revanche com Dillashaw

Lutador potiguar lembrou tempo menor de treino antes do primeiro duelo, em que foi nocauteado e perdeu título dos galos do UFC

Fernando Arbex, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2014 | 22h56

Ex-campeão da divisão dos galos do UFC (limite de 61,2 Kg), Renan Barão garante estar mais bem preparado desta vez do que na primeira em que enfrentou o norte-americano TJ Dillashaw, adversário que venceu o potiguar por nocaute técnico em 24 de maio e tirou-lhe o cinturão. O brasileiro afirmou que vai chegar melhor na revanche contra o rival - marcada para 30 de agosto, no UFC 177 - do que no primeiro encontro.

"Agora o tempo foi o ideal, acho que a preparação foi a melhor possível. Estou muito mais focado, tive mais tempo para ficar pronto", comentou Barão em entrevista ao Estado. Entre o anúncio do combate e a realização do UFC 173, campeão e desafiante tiveram pouco menos de oito semanas para treinar, fato pouco comum em se tratando de lutas valendo título da organização - embora o potiguar tenha dito à época que o período era suficiente. O confronto foi marcado às pressas em substituição ao duelo entre Chris Weidman e Lyoto Machida - adiado para um mês e meio depois - porque o norte-americano teve de fazer operações de menor porte nos dois joelhos.

Outro fato curioso é que o oponente de Barão seria seu compatriota Raphael Assunção, mas o pernambucano estava machucado na oportunidade e deu lugar a Dillashaw. Franco atirador, o norte-americano protagonizou uma atuação brilhante e impôs ao então campeão um nocaute técnico no quinto round. Porém, Barão acredita que a história teria sido outra se ele não tivesse sofrido um knockdown no primeiro assalto.

"Acho que a luta seria completamente diferente, eu entrei no piloto automático depois daquela pancada. Com certeza eu estava fora de mim", disse Barão, que perdeu claramente todos os assaltos antes de a luta ser encerrada. "Eu perguntava quem estava ganhando entre um round e outro, não conseguia assimilar as ordens do Dedé (Pederneiras)", afirmou o ex-campeão, citando o técnico principal e líder da academia carioca Nova União, onde também treina o dono do título dos pesos penas do UFC (limite de 65,7 libras), José Aldo.

Apesar de acreditar que a preparação para a revanche foi melhor, Barão garante que a meta dele no octógono será o mesma de sempre. "Mudei alguns detalhes, mas o meu objetivo é sempre lutar para frente, entrar para nocautear ou finalizar. Eu tenho esse objetivo na cabeça e não mudou muita coisa, não", disse o lutador.

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